sexta-feira, 9 de outubro de 2026

ADEMI-PR amplia estrutura executiva em novo momento de crescimento da entidade

Criação da Superintendência acompanha expansão da base de associados e reforça capacidade de gestão e atuação institucional da associação

A Associação dos Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário do Paraná (ADEMI-PR) chega ao último trimestre de 2026 avançando em seu processo de profissionalização. Em um período marcado pelo crescimento de quase 50% no número de associados, a entidade cria a Superintendência e contrata Ian Muchailh para liderar a nova estrutura, com o objetivo de ampliar a capacidade executiva e dar maior ritmo às diferentes frentes de atuação.

A implantação de uma linha de frente executiva é um objetivo perseguido ao longo de diferentes administrações. Nos últimos anos, a ampliação da base de associados criou condições para avançar nesse processo e estruturar uma atuação permanente dedicada à gestão da entidade.

Maria Eugenia Fornea e Ian Muchailh / Foto: Eneas Gomez

“Os resultados alcançados até aqui foram muito positivos. Ampliamos de forma expressiva nossa base de associados e, consequentemente, nossa representatividade. A chegada de um executivo preparado é um novo passo desse processo. Precisávamos de alguém que pudesse impulsionar o que já construímos, articular nossas diferentes frentes e dialogar tanto com o poder público quanto com toda a cadeia do mercado imobiliário”, afirma a presidente, Maria Eugenia Fornea.

A diversificação das empresas e profissionais que se envolvem com a instituição faz parte da estratégia de expansão. A nova estrutura executiva terá o papel de aproximar demandas, ampliar a participação dos associados e fortalecer a capacidade de atuação da associação.

“Temos muito realizado e ainda um potencial enorme para avançar. A Superintendência nos permite organizar essa evolução com uma visão de continuidade e construir um plano que sustente um crescimento exponencial da ADEMI-PR nos próximos anos”, acrescenta Maria Eugenia.

Experiência no mercado imobiliário

Engenheiro civil, Ian Muchailh construiu sua trajetória profissional no mercado imobiliário, com atuação voltada principalmente à estruturação, viabilização e desenvolvimento de empreendimentos em diferentes segmentos. Sua experiência inclui projetos residenciais verticais e horizontais, do segmento econômico ao luxo, além de empreendimentos comerciais, hoteleiros e logísticos.

“O principal desafio é transformar esse crescimento em mais capacidade de atuação e entregas para os associados. Com uma base maior, e com mais stakeholders, é necessário compreender diferentes demandas, ampliar a participação dos associados e fortalecer a receita da entidade. Essa sustentação permite investir em uma equipe dedicada, estudos e projetos que gerem valor para o setor e qualifiquem o diálogo com o poder público”, afirma o executivo.

Continuidade e capacidade executiva

Como superintendente, Ian Muchailh atuará diretamente com Maria Eugenia Fornea e em conjunto com as diretorias, assumindo a liderança da gestão executiva da entidade. Caberá a ele coordenar a execução das pautas definidas pela liderança da associação e garantir continuidade aos direcionamentos estratégicos, inclusive na transição para a próxima gestão.

Entre suas frentes de trabalho estarão o acompanhamento dos projetos técnicos e das representações institucionais, o relacionamento com os associados, a organização administrativa e financeira e o desenvolvimento de novas fontes de receita.

“A criação da Superintendência amplia nossa capacidade executiva, trazendo maior continuidade, agilidade e coordenação para as diferentes frentes de atuação. A estrutura permitirá acompanhar diariamente as pautas da associação, organizar prioridades e transformar os direcionamentos da liderança em entregas concretas”, explica.

Entre as prioridades estão ampliar as entregas aos associados, fortalecer a escuta das empresas, apoiar os grupos de trabalho e desenvolver estudos e informações sobre o mercado. A proposta é que o fortalecimento da estrutura interna se reflita diretamente na capacidade de representação institucional.

“Nosso objetivo é consolidar a ADEMI-PR como uma associação forte, com uma atuação cada vez mais técnica e relevante, capaz de construir soluções junto ao poder público para melhorar o ambiente de produção imobiliária e contribuir para cidades melhores no Paraná”, conclui o superintendente.

Vem aí 5ª feira CWB Vinil Project do Jeep Clube

Evento acontece dia 31/10, com entrada gratuita e sorteio de LPs novos

Feira CWB Vinil Project / Foto: S. Rodriguez 

Os apaixonados por vinil e cultura vintage terão uma chance de encontrar novidades e raridades na 5ª Feira CWB Vinil Project, no Jeep Clube de Curitiba. O evento acontece no dia 31 de outubro, das 9 às 18 horas, com entrada gratuita.  A feira vai reunir um total de 15 expositores, sendo 14 lojas de vinil do Paraná e Santa Catarina e uma loja de camisetas temáticas de música e cinema. Estarão disponíveis cerca de cinco mil discos, com valores a partir de 10 reais. 

Como atração extra, os visitantes que adquirirem produtos a partir de R$ 50 poderão concorrer ao sorteio de três LPs novos, selecionados pela organização da feira. Os discos são “Greatest Hits”, de Fleetwood Mac,  “Cabeça Dinossauro”, dos Titãs;. e “Tábua de Esmeralda”, de Jorge Ben.

Para quem quiser aproveitar para almoçar ou fazer um lanche durante a feira, o bar O Botequeiro, que funciona no Jeep Clube, estará servindo feijoada, petiscos e bebidas variadas.

A 5ª Feira CWB Vinil Project tem entrada gratuita e é pet friendly. O Jeep Clube de Curitiba fica na Rua Secondo Tedeschi, 36, Ahú.

Serviço:

5ª Feira CWB Vinil Project

Dia 31 de outubro de 2026

Horário: Das 9h às 18h.

Local:  Jeep Clube de Curitiba

Rua Secondo Tedeschi, 36, esquina com rua Nelson de Souza Pinto, Ahú, Curitiba.

Entrada gratuita

Evento Pet friendly

Instagram: @cwbvinilproject.oficial

@alternatyvarecords

@dj_gilber

quinta-feira, 8 de outubro de 2026

Hospital Veterinário de Curitiba alerta para o Outubro Rosa Pet

Divulgação HVMC

O mês de outubro é mundialmente reconhecido pela conscientização sobre o câncer de mama em mulheres, mas a campanha também ganha espaço na medicina veterinária por meio do Outubro Rosa Pet. O Hospital Veterinário Municipal de Curitiba (HVMC) reforça o alerta sobre os tumores mamários em cães e gatos e destaca a importância da observação dos responsáveis, das consultas médico-veterinárias e da identificação precoce de alterações.

Os tumores mamários estão entre as neoplasias mais importantes em fêmeas. Em cadelas, aproximadamente metade dos tumores mamários apresenta comportamento maligno. Nas gatas, cerca de 80% a 90% são malignos, geralmente apresentando comportamento mais agressivo e maior potencial de disseminação para outros órgãos. Embora menos frequentes, tumores mamários também podem ocorrer em machos.

No início, a doença pode evoluir sem alterações gerais perceptíveis. Por isso, a observação do animal no dia a dia pode contribuir para a identificação precoce de alterações.

Rafael Binder, Diretor Clínico do Hospital Veterinário Municipal de Curitiba, orienta que os responsáveis observem regularmente as cadeias mamárias dos animais. “Durante um momento de carinho ou no banho, o responsável pode apalpar suavemente a região abdominal e mamária da cadela ou gata, observando toda a extensão das cadeias mamárias. A presença de nódulos, aumento de volume, alterações da pele, feridas ou secreções deve ser avaliada por um médico-veterinário. Quanto mais cedo uma alteração é identificada e investigada, maiores podem ser as possibilidades de tratamento e controle da doença”, destaca Binder.

A exposição aos hormônios ovarianos está relacionada ao desenvolvimento de tumores mamários, principalmente em animais não castrados. A castração realizada em animais jovens está associada à redução do risco, embora o momento ideal para o procedimento deva ser definido individualmente pelo médico-veterinário, considerando idade, raça, condição clínica e outros fatores relacionados à saúde do paciente.

Quando identificada uma alteração mamária, o animal deve passar por avaliação médico-veterinária. Dependendo do caso, podem ser necessários exames de imagem, avaliação de possíveis metástases e análise histopatológica do tecido. A cirurgia permanece como uma das principais formas de tratamento dos tumores mamários. Em gatas, devido ao comportamento frequentemente agressivo dessas neoplasias, procedimentos cirúrgicos mais amplos podem ser indicados após avaliação e estadiamento do paciente.

O HVMC também reforça que alterações mamárias devem ser investigadas antes que apresentem crescimento expressivo, ulceração ou outras complicações.

As consultas clínicas no Hospital Veterinário Municipal de Curitiba devem ser previamente agendadas pela Rede de Proteção Animal, conforme os critérios estabelecidos pelo Município.

quarta-feira, 7 de outubro de 2026

Um chef que cozinha com a memória

Da infância no restaurante da mãe, no Peru, às cozinhas de diferentes países, chef Carlos Atala acumulou técnicas, sabores e experiências que hoje transforma em uma cozinha nikkei autoral no Nuu

Chef Carlos Alata / Foto: Nenad Radovanovic

Carlos Alata conhece o ceviche desde antes de saber que faria da cozinha sua profissão. Nascido em Lima, no Peru, ele conta que come o prato desde os dois anos de idade. A lembrança mais antiga é quase uma cena de família: a mãe preparava uma grande quantidade de ceviche para todos e, enquanto aprendia a andar, ele se aproximou da tigela e comeu uma quantidade que, segundo ele, chegava a cerca de 20 porções. A história virou uma das memórias que ajudam a explicar sua relação afetiva com a comida. “Ceviche eu poderia comer todos os dias. Mas precisa ter pimenta”, conta.

A relação com a cozinha começou cedo. A mãe mantinha um restaurante no Peru e, desde pequeno, Carlos e os irmãos ajudavam no trabalho. Eram seis filhos e tarefas simples faziam parte da rotina: descascar batatas, espremer limões, ajudar no que fosse necessário. Aos poucos, aquela cozinha deixou de ser apenas o ambiente da família e passou a ser também o lugar onde ele começou a construir um repertório que levaria para muito longe de Lima.

Da pia de uma cozinha francesa ao mundo

Aos 17 anos, Carlos, incentivado pelo irmão mais velho, conseguiu o primeiro emprego formal em um restaurante francês, apesar de querer cursar arquitetura. Começou lavando louça. “Fiquei cerca de três meses nessa função até que o chef percebeu meu interesse e me levou para a cozinha. Eu trabalhava e estudava gastronomia e assim podia pagar meus estudos. Fiquei ali por quase dois anos e meio”, relata

A escolha pela gastronomia não aconteceu exatamente como um plano de infância. Carlos queria ser arquiteto, mas foi convencido pelo irmão a considerar a cozinha como profissão. O que começou como uma oportunidade acabou se transformando em uma carreira construída em diferentes países.

Depois vieram um restaurante italiano e uma casa de cozinha molecular e contemporânea. Foi nesse período que uma característica que marcaria sua trajetória começou a se consolidar: “Nunca cheguei a um restaurante simplesmente enviando currículo. As oportunidades vieram, em grande parte, por indicação e pelo reconhecimento de profissionais que tinham trabalhado comigo ou tinham ouvido falar do meu trabalho, explica o chef.

Uma dessas portas foi a do chef Rafael Osterling, em Lima. Carlos conta que ali aprendeu uma lição que carregaria para o resto da carreira: cozinhar bem não bastava. Era preciso entender também a teoria por trás das técnicas e dos ingredientes. “Tem muita gente que sabe cozinhar, mas não sabe a teoria. Para mim, é importante saber as duas coisas: a prática e a teoria”, afirma.

A experiência com Osterling o levou a Guayaquil, no Equador, onde trabalhou como chef durante cerca de dois anos e meio, mergulhando em técnicas de cozinha contemporânea e autoral e ampliando o contato com referências francesas, italianas, japonesas, asiáticas e tailandesas.

A partir dali sua carreira ganhou uma dimensão internacional. Veio o convite para trabalhar no restaurante Osaka, em Buenos Aires, mesmo antes de Carlos conhecer profundamente a cozinha nikkei. Depois, Santiago, novamente Buenos Aires, México, Peru e São Paulo. Em diferentes momentos, participou da abertura e estruturação de restaurantes, ajudando a montar equipes, desenvolver fichas técnicas, organizar compras e custos e padronizar operações.

Mais do que executar pratos, Carlos passou a ser chamado para resolver problemas e estruturar cozinhas. A reputação fez com que outros profissionais e empresários também tentassem levá-lo para seus restaurantes. O reconhecimento veio da capacidade de Carlos de entender a cozinha como um sistema inteiro: produto, técnica, equipe, custos, fornecedores e operação. “As pessoas foram me procurando. Eu fui recebendo convites, fui conhecendo lugares, abrindo restaurantes, montando equipes”, diz.

O irmão que abriu a primeira porta

Se a cozinha da mãe foi o primeiro contato, o irmão mais velho, Luis, foi uma das figuras decisivas para que Carlos transformasse esse contato em profissão. Chef e professor, Luis foi seu mentor e ocupou, nas palavras de Carlos, um lugar próximo ao de um pai. “Foi ele quem me incentivou a seguir a gastronomia quando eu pensava em estudar arquitetura. Minha família não tinha condições financeiras para pagar meus estudos e meu irmão enxergou na cozinha uma possibilidade profissional para mim”, conta.

Luis morreu de forma repentina, quando Carlos tinha 26 anos. Ele estava no Equador. A notícia chegou por telefone e abriu uma ausência que Carlos ainda associa à própria formação. “Ele era como meu pai, meu professor, meu inventor, meu tudo. Perdi a pessoa com quem eu costumava conversar sobre gastronomia, trocar ideias e falar sobre o trabalho que escolhi como profissão”, lamenta.

O Nuu Nikkei e a liberdade para criar

Foto: Nenad Radovanovic

Quando conheceu Lucas e Luis, os futuros sócios do Nuu Nikkei, Carlos já carregava experiências acumuladas em diferentes cozinhas e países. Os dois haviam conhecido seu trabalho em São Paulo e, algum tempo depois, Lucas entrou em contato para conversar sobre um restaurante em Curitiba.

A ideia inicial não interessava a Carlos se significasse simplesmente reproduzir um modelo que já existia. Ele conta que deixou isso claro desde o começo. “Eu falei: copiar, copiar, colar, eu não vou fazer. Se é para fazer, vamos fazer uma coisa diferente, vamos fazer uma coisa nossa.”

É nesse ponto que o Nuu Nikkei entra na trajetória de Carlos não apenas como o restaurante onde trabalha hoje, mas como o espaço em que encontrou liberdade para reunir as diferentes referências que formaram sua carreira. Ele prefere falar em cozinha nikkei autoral para definir o trabalho que desenvolve na casa.

Sua cozinha não se limita a uma nacionalidade ou a uma escola. Pode partir de um produto peruano, incorporar uma técnica japonesa, trazer um curry tailandês ou usar um ingrediente associado à cozinha francesa ou italiana. O ponto de partida pode ser diverso; o desafio é fazer com que o resultado preserve identidade e faça sentido dentro da proposta do Nuu Nikkei. “Eu misturo tudo o que eu sei. O importante é respeitar os sabores, respeitar a cozinha nikkei e, ao mesmo tempo, colocar aquilo que eu aprendi durante todos esses anos”, explica.

É também por isso que Carlos não gosta de ser apresentado simplesmente como sushiman ou como chef de um restaurante de sushi. Ele respeita o trabalho dos profissionais especializados em sushi, mas explica que sua atuação vai além do corte do peixe, do preparo do arroz e da montagem. Seu trabalho envolve criação de pratos, molhos, texturas, combinações, cardápios e experiências. “Quero ser conhecido como chef de cozinha autoral, pela cozinha que eu faço”, afirma.

Há ainda um detalhe que ajuda a entender como ele próprio enxerga essa trajetória: desde o começo da carreira, costuma ser chamado de Carlos, Chef Carlos ou Carlitos. É assim que colegas e equipes o reconhecem. O título de chef, para ele, está relacionado ao respeito conquistado ao longo do caminho e à responsabilidade de conduzir uma cozinha.

Uma cozinha construída pela memória

Tiradito Mediterraneo / Foto: Nenad Radovanovic

Carlos diz que não cria um prato do nada. Uma nova matéria-prima pode despertar uma lembrança de uma técnica aprendida cinco, dez, quinze ou vinte anos antes. Um sabor pode remetê-lo a outro restaurante, a outro chef, a outro país. O prato nasce desse acúmulo. É uma espécie de arquivo pessoal construído ao longo de décadas. Uma técnica aprendida com um profissional se mistura a um sabor conhecido em outra cozinha; uma referência peruana encontra uma técnica japonesa; uma experiência adquirida no México ou na Tailândia pode reaparecer em uma criação feita em Curitiba.

“Às vezes chega um ingrediente novo e eu começo a lembrar: isso eu aprendi há cinco anos, isso eu aprendi há dez, isso eu aprendi há quinze. E vou misturando. É tudo o que eu fui aprendendo durante a minha vida. E para isso preciso de tranquilidade. A vida pessoal, a família, o restaurante e a equipe precisam estar funcionando bem. A criação depende também desse equilíbrio”, avalia.

Por isso, quando fala sobre seu trabalho, insiste menos na novidade pela novidade e mais na identidade. A intenção é que um prato tenha detalhes suficientes para não ser simplesmente reproduzido em outro restaurante. “Eu quero que a pessoa coma uma coisa criada por mim e não encontre exatamente o mesmo sabor em outro lugar. Precisa alguma coisa diferente, algum detalhe que faça a pessoa lembrar daquela experiência”, ressalta.

Comer também faz parte do ofício

Para Carlos, cozinhar também significa continuar sendo cliente. Nos dias de folga, ele costuma sair para comer e observar o trabalho de outros restaurantes. Recentemente, passou dois dias em São Paulo visitando quatro casas, entre elas restaurantes reconhecidos pelo Guia Michelin.

Não se trata, segundo ele, apenas de comer bem. “É uma forma de trabalho: testar, aprender e criticar. Observo combinações, técnicas, serviço, apresentação e execução. A experiência volta para a cozinha como repertório. Faz parte do meu trabalho. Quando eu vou a um restaurante, não vou só para comer. Vou para aprender também”, conta.

Em casa, a lógica é parecida, embora a comida seja mais informal. Carlos come sopa, ceviche, tacos, massas, carnes, saladas, queijos e frutas. Costuma manter diferentes tipos de arroz, como o brasileiro, o bomba espanhol e o jasmine tailandês. Industrializados e fast-food aparecem raramente em sua alimentação.

Há ainda uma regra que parece simples, mas resume bastante sua filosofia: mesmo quando a comida é simples, precisa ser bem feita. “Eu posso comer arroz com ovo. Não preciso comer uma coisa sofisticada todos os dias. Mas quero comer um arroz bem feito e um ovo bem feito”, comenta.

O próximo passo

Depois de tantos restaurantes, países e cozinhas, Carlos olha para o futuro com uma preocupação menos ligada ao próximo prato e mais relacionada à equipe que pretende deixar no Nuu Nikkei. “Meu objetivo é construir uma estrutura muito mais forte, com cozinheiros, profissionais de salão, gestores e fornecedores preparados para que o restaurante funcione bem mesmo quando eu não estiver presente em cada detalhe. Só depois disso, diz, será possível pensar em novos projetos”, confessa.

A ideia inclui novos negócios ao lado da esposa, que também trabalha com gastronomia e mantém um restaurante mexicano e peruano. Carlos admite que novos projetos ainda despertam alguma hesitação, mas também fala sobre a vontade de continuar criando no Brasil.

Por enquanto, sua principal tarefa é manter consolidado aquilo que construiu no Nuu Nikkei. Depois de uma carreira marcada por mudanças de país, restaurantes e estilos de cozinha, talvez o próximo movimento de Carlos Alata dependa justamente de conseguir ficar um pouco mais longe da cozinha que ajudou a construir. Não para se afastar dela, mas para ter liberdade para voltar a criar.

No fim, quando tenta explicar o que significa ser cozinheiro, Carlos volta a uma ideia que atravessa toda a sua trajetória. A cozinha cobra muito de quem escolhe esse caminho. São fins de semana, feriados, noites e momentos em família que muitas vezes ficam para trás. “A cozinha tem que te custar ou te apaixonar. Se não é isso, você está trabalhando só por dinheiro. O dinheiro acaba, mas a paixão é para a vida toda”, completa.

É uma frase que talvez explique melhor do que qualquer currículo por que, depois de tantos países, restaurantes e experiências, Carlos Alata continua cozinhando.

O Boticário inaugura tendência internacional de perfumaria laundry com o novo Floratta Blue Crystal

A novidade chega à família Blue e traduz a tendência dos florais aldeídicos por meio do exclusivo Acorde Crystal Flower, sem abrir mão da assinatura única e feminina de Floratta, marcada pela potência da Gardênia e pela delicadeza da Rosa

Divulgação

O Boticário inaugura uma nova fase do mercado de florais frescos e apresenta Floratta Blue Crystal. A novidade traduz a tendência internacional clean chic para a perfumaria feminina ao combinar o frescor dos florais aldeídicos à assinatura única de Floratta, construída pela potência da Gardênia e pela delicadeza da Rosa. O resultado é uma criação que une a sensação revigorante de pós-banho à feminilidade e à sofisticação que marcam o DNA da marca.

Assinada pelo renomado perfumista internacional Christian Alori, a inovação é impulsionada pelo exclusivo Acorde Crystal Flower, fusão do frescor magnético da Flor de Alecrim ao conforto envolvente do Musk. Desenvolvida com moléculas aldeídicas proprietárias da casa de fragrância IFF, a novidade entrega um perfil efervescente, leve e radiante, garantindo alta difusão com extrema delicadeza.

Ao inaugurar a estrutura aldeídica na linha Blue, a criação utiliza moléculas capazes de conferir um brilho vibrante à fórmula, amplificando a luminosidade da fragrância, o que remete à sensação aconchegante de pele recém-saída do banho. Conhecido como “laundry fragrance”, esse perfil olfativo é muito procurado no mercado de nicho internacional. 

Na pirâmide olfativa, a experiência começa com uma saída aromática e vibrante que combina artemísia, pimenta preta, alecrim e bergamota, trazendo luminosidade nos primeiros segundos na pele. No coração, o Acorde Crystal Flower ganha protagonismo ao unir o frescor do alecrim ao conforto do musk, acompanhado por um bouquet floral de jasmim, gardênia, frésia e rosa. No fundo, a base refinada de musk, cashmeran, sândalo, âmbar, patchouli, musgo e bálsamo assegura conforto e fixação marcante.

“Como uma marca que abre caminhos para o futuro da beleza no Brasil, acompanhamos de perto as conversas e os comportamentos da nossa comunidade. Após anos de forte presença das fragrâncias gourmands e intensas no mercado, notamos nas redes e em pesquisas um movimento claro de busca pelo amado 'cheiro de banho tomado', mas agora em uma versão com mais sofisticação, elegância e rastro. Floratta, como marca líder e com uma atuação plural no universo dos florais,

democratiza essa tendência global ao traduzi-la para a perfumaria nacional com sofisticação e modernidade”, explica Fernanda Marques, diretora de Marketing de Perfumaria Feminina do Boticário. 

Floratta Blue Crystal já está disponível em todas as lojas físicas do país, no e-commerce da marca, além do app do Boticário, para as versões Android e iOS, e com revendedores por meio do Encontre Boticário. Também é possível realizar pedidos pelo WhatsApp, no número 0800 744 0010, canal oficial da marca. Para quem for às lojas físicas experimentar e adquirir o lançamento, também pode aproveitar para levar suas embalagens para o programa Boti Recicla, que terá condições especiais entre 21 de setembro e 1º de novembro: ao levar seis ou mais embalagens (o dobro do habitual), o consumidor ganha R$ 15 de desconto e um brinde em compras acima de R$ 220.

Serviço:

Floratta Blue Crystal Desodorante Colônia, 75 ml – Preço sugerido: R$ 149,90 (até 12/09)

Floratta Blue Crystal é um floral aldeídico que traz uma nova interpretação para o clássico Floratta Blue. A fragrância combina a luminosidade dos aldeídos ao exclusivo Acorde Crystal Flower, que une a flor de alecrim ao conforto do musk, criando uma assinatura fresca, limpa, radiante e confortável. Na saída, artemísia, pimenta preta, alecrim e bergamota dão brilho à composição. No coração, jasmim, gardênia, frésia e rosa encontram o acorde exclusivo. Ao fundo, musk, cashmeran, sândalo, âmbar, patchouli, musgo e bálsamo prolongam a sensação de conforto e sofisticação.

Creme Hidratante Desodorante Corporal Floratta Blue Crystal, 200 ml – Preço sugerido: R$55,90

Com textura cremosa e fragrância inspirada no novo Floratta Blue Crystal, o hidratante prolonga a sensação de conforto e frescor na pele. Sua fragrância combina o exclusivo Acorde Crystal Flower, que une o frescor do alecrim ao conforto do musk, às notas florais de jasmim, gardênia, frésia e rosa, deixando a pele perfumada e envolvida por uma sensação aconchegante de cuidado pós-banho.

Body Spray Desodorante Floratta Blue Crystal, 100 ml – Preço sugerido: R$44,96 

Ideal para complementar a rotina de perfumação, o Body Spray Desodorante Floratta Blue Crystal traz a mesma assinatura fresca, luminosa e confortável da fragrância. Com o exclusivo Acorde Crystal Flower, que combina o frescor do alecrim ao conforto do musk, é uma opção prática para renovar a sensação de banho tomado ao longo do dia e deixar a pele delicadamente perfumada.

Fontes:

*Kantar, Worldpanel Division, PanelVoice, campo realizado durante o mês de Dezembro de 2024. Total Brasil, 3.470 lares. P3 – Como você se sente em relação às marcas de Perfumes e Fragrâncias

**ABF (Associação Brasileira de Franchising). Ranking 2025.

***Fonte Euromonitor International Limited, Pesquisa de varejo, edição 2025, de acordo com as definições da categoria de pontos de venda especializados em beleza e da classificação de empresa proprietária global da marca (GBO), número de lojas, dados de 2024.

terça-feira, 6 de outubro de 2026

Ítalo Supermercados promove nova edição de experiência gastronômica com a Argus

Projeto realizado pela rede reuniu cortes premium, vinhos importados e gastronomia em encontro voltado aos clientes

Foto:  Arquivo Ítalo Supermercados

O Ítalo Supermercados realizou no dia 30 de setembro mais uma edição do projeto Viva a Experiência Ítalo & Argus. A iniciativa, que já teve uma primeira edição no primeiro semestre, retornou agora com a Edição Primavera, em parceria com a Argus, na loja do Ítalo no Cristo Rei, em Curitiba.

A proposta reuniu cortes premium da Argus e vinhos importados do Grupo Ítalo em uma experiência de degustação e harmonização. Nesta edição, o cardápio foi assinado pelo chef André Porto, professor do Centro Europeu, que esteve à frente dos preparos.

Para a ocasião, o chef criou um menu que combina referências da cozinha oriental e da gastronomia clássica europeia. Entre os pratos estavam um cuscuz marroquino com tiras de mignon empanadas e molho de romã, além de uma polenta cremosa com parmesão e gorgonzola acompanhada de ragu.

“Quando pensei no cardápio, quis fazer uma junção de dois mundos: a cozinha do Oriente, com referências indiana e marroquina, e a cozinha clássica europeia. A primeira proposta é um cuscuz marroquino com tiras de mignon empanadas e molho de romã, harmonizado com um Malbec jovem e fresco, escolhido pela acidez e pelos aromas frutados. Já a segunda traz uma polenta cremosa com parmesão e gorgonzola, acompanhada de ragu e harmonizada com um Cabernet Sauvignon do Vale do Colchagua, no Chile, mais encorpado e estruturado. A ideia é trabalhar duas propostas de pratos e vinhos bastante diferentes e proporcionar uma experiência de sabores e harmonizações ao público”, explica André Porto.

A experiência foi pensada para valorizar os cortes selecionados e apresentar diferentes possibilidades de harmonização com os vinhos, combinando ingredientes, técnicas e referências gastronômicas. O encontro integra a programação de experiências promovidas pelo Ítalo para seus clientes, com ações voltadas à gastronomia e à apresentação de produtos e marcas.

As vagas para esta edição foram esgotadas rapidamente. A procura reforça o interesse do público pelas experiências promovidas pelo Ítalo e abre espaço para novas ações nesse formato.

Serviço:

Viva a Experiência Ítalo & Argus – Edição Primavera

Data: 30 de setembro

Local: Ítalo Supermercados – Cristo Rei, Curitiba (PR)

Imagem histórica de Nossa Senhora da Luz dos Pinhais retorna ao Museu de Arte Sacra após restauro

Encerramento do projeto é marcado por aula-passeio e palestra de apresentação dos resultados do processo de pesquisa, conservação e restauro da peça tricentenária ligada à história de Curitiba

Foto: Luiz Pacheco

Após passar por um processo de pesquisa, conservação e restauro conduzido pela restauradora Ana Caniatti, a imagem histórica de Nossa Senhora da Luz dos Pinhais retorna ao acervo do Museu de Arte Sacra da Arquidiocese de Curitiba (MASAC). A conclusão do projeto será marcada por uma aula-passeio no MASAC no dia 20 de outubro, às 16h, e uma palestra gratuita no dia 21 de outubro, às 18h30, no SESC Paço da Liberdade, que apresentará ao público os resultados do trabalho realizado na imagem. 

Trazida de Portugal em 1720, a imagem é reconhecida como a segunda representação de Nossa Senhora da Luz dos Pinhais a ocupar o lugar de padroeira na Catedral Metropolitana de Curitiba. Com 87 centímetros de altura e cerca de 35 quilos, é confeccionada em terracota e apresenta rica policromia. Ao longo de mais de três séculos, atravessou diferentes momentos da história da cidade, incluindo um período em que seu paradeiro permaneceu desconhecido. Foi reencontrada na Lapa na década de 1970 e, em 1981, passou a integrar o acervo do MASAC.

Idealizado pela restauradora Ana Caniatti, o projeto Nossa Senhora da Luz dos Pinhais: da história à preservação reuniu diferentes frentes de trabalho para investigar e preservar a peça. O processo incluiu pesquisa histórica e iconográfica, exames de imageamento e análises, que subsidiaram a definição da proposta de conservação e restauro da imagem. A iniciativa também contempla ações de educação patrimonial e a disponibilização gratuita dos resultados da pesquisa, ampliando o acesso ao conhecimento produzido ao longo do projeto.

O processo de restauro foi orientado por exames e análises, realizados em parceria com a Universidade Federal do Paraná (UFPR), que ajudaram a identificar materiais e compreender intervenções realizadas na imagem ao longo do tempo. O trabalho também envolveu a higienização da peça e testes para remoção de camadas de pintura acrescentadas em restaurações anteriores, com o cuidado de preservar a pintura original.

A intervenção buscou respeitar tanto a matéria preservada quanto as lacunas que fazem parte da trajetória da obra, evitando reconstruir elementos sem referências seguras. Os dedos quebrados das mãos da santa, por exemplo, não foram reconstruídos pela ausência de referências sobre sua posição original. A decisão faz parte de uma abordagem que considera a imagem também como documento histórico em seus aspectos materiais e simbólicos.

Para Ana Caniatti, o projeto permite aproximar o trabalho de conservação e restauro da preservação da memória da própria cidade. “A pesquisa histórica e iconográfica, os exames, as análises laboratoriais e o trabalho de diferentes profissionais nos deram uma base sólida para compreender a obra e conduzir a intervenção de forma criteriosa. Cada decisão considerou esse conjunto de informações e as condições apresentadas pela própria imagem, sempre priorizando a preservação de sua matéria original e de sua trajetória. Concluir esse trabalho e devolver a imagem ao museu é especialmente significativo. A intervenção se encerra, mas a pesquisa permanece aberta, ampliando as possibilidades de compreensão de sua história e materialidade”, afirma a restauradora.

A entrega oficial da imagem restaurada ao MASAC será realizada no dia 20 de outubro de 2026, às 16h, quando também será realizada uma aula-passeio gratuita e aberta ao público, mediada pelo educador Rogério Bealpino. A partir de então, a obra voltará a ficar exposta e disponível para visitação durante o horário de funcionamento do museu.

No dia seguinte, 21 de outubro, os resultados do projeto serão apresentados ao público em uma palestra gratuita, às 18h30, no SESC Paço da Liberdade. O encontro contará com a participação de Ana Caniatti, da historiadora Deborah Agulham e do pesquisador André Maragno. A atividade terá tradução simultânea em Libras e não requer inscrição prévia.

Além da pesquisa e do restauro, o projeto inclui ações de educação patrimonial voltadas à aproximação do público com a história e a memória relacionadas à imagem de Nossa Senhora da Luz dos Pinhais. Entre os meses de setembro e outubro, foram realizadas dez aulas-passeio no Museu de Arte Sacra, mediadas pelo educador Rogério Bealpino, abordando as três imagens históricas da santa e sua relação com a história de Curitiba, e também o processo de restauração. As atividades também incluíram momentos de conversa e reflexão sobre patrimônio, memória e preservação.

Como parte das ações de democratização do acesso ao patrimônio, os resultados da pesquisa histórica desenvolvida ao longo do projeto também serão disponibilizados gratuitamente em formato digital. O material estará disponível gratuitamente, a partir de 20 de outubro, em https://linktr.ee/flutuaproducoes.

Projeto realizado com recursos do Programa de Apoio, Fomento e Incentivo à Cultura de Curitiba – Fundação Cultural de Curitiba e da Prefeitura Municipal de Curitiba, com incentivo da Kirsten Painéis Elétricos, da Livrarias Curitiba, da Serra Verde Express e da BWT Operadora de Turismo.

Sobre Ana Caniatti

Ana Caniatti é conservadora-restauradora e museóloga, formada em Artes Plásticas pela Escola de Música e Belas Artes do Paraná (EMBAP), técnica em Conservação e Restauração pela Fundação de Arte de Ouro Preto (FAOP), especialista em História da Arte Sacra pela Faculdade Arquidiocesana de Mariana (FAM) e graduada em Museologia pelo Centro Universitário Claretiano. É museóloga do Museu Ferroviário de Curitiba e responsável pelo Atelier Caniatti Conservação e Restauro, onde desenvolve trabalhos de conservação-restauração de pinturas de cavalete e imaginária. Entre seus trabalhos recentes estão projetos realizados no Museu Casa Fritz Alt e no Museu de Arte Contemporânea Luiz Henrique Schwanke. Também realizou cursos introdutórios em conservação de pinturas de cavalete e imaginária sacra, com recursos do Programa de Apoio e Incentivo à Cultura – Fundo Municipal da Cultura de Curitiba, e a exposição Eterno Feminino, sobre a trajetória da artista Teca Sandrini, no Museu Oscar Niemeyer.

Serviço:

Entrega oficial da imagem e Aula-passeio no MASAC

20 de outubro de 2026, às 16h

Museu de Arte Sacra da Arquidiocese de Curitiba (MASAC) | Rua Doutor Claudino dos Santos, 49 – São Francisco (anexo à Igreja da Ordem)

Participação gratuita – não é necessária inscrição prévia

Palestra – Nossa Senhora da Luz dos Pinhais: da história à preservação

21 de outubro de 2026, às 18h30

Sala Cine Pensamento – SESC Paço da Liberdade | Praça Generoso Marques, 189 – Centro

Participação gratuita – não é necessária inscrição prévia

Acessibilidade: tradução simultânea em Libras

Mais informações: instagram.com/anacaniattirestauro e instagram.com/flutuaproducoes 

FICHA TÉCNICA

Coordenação de projeto e restauro: Ana Caniatti

Assistência de restauro: Carolina Burigo

Pesquisa histórica: Deborah Agulham Carvalho

Consultoria em exames: André Maragno

Ministrante de ação educativa: Rogério Bealpino

Design gráfico e diagramação: Pablito Kucarz

Assessoria de imprensa e redes sociais: Thays Cristine

Registro fotográfico: Carol Castanho

Intérpretes de Libras: Elaine Moreira e Jéssica Nascimento

Consultoria em restauro: Lucia Passarini

Audiodescrição: Vias Abertas – Manoel Negraes e Rodrigo Teixeira

Captação de recursos: Meire Abe

Direção de produção: Gilmar Kaminski

Assistência de produção: Dânatha Siqueira

Realização: Caniatti Conservação e Restauro

Produção: Flutua Produções