quarta-feira, 2 de setembro de 2026

Al Sultan aposta em expansão para se consolidar entre as maiores redes árabes do Brasil

De pequeno restaurante em Rondônia a uma rede em expansão, marca aposta em padronização, fábrica própria e gestão profissional para crescer com segurança e atrair novos investidores

O que começou em 2009 como um pequeno restaurante no centro de Ji-Paraná (RO) hoje se transforma em um projeto ambicioso de expansão nacional. A Al Sultan, rede especializada em gastronomia árabe, vem estruturando sua operação para ampliar a presença da marca por meio do modelo de franquias, combinando padronização, produção centralizada e gestão profissional como pilares para sustentar o crescimento.

Por trás dessa trajetória estão os sócios Leonardo e Shay Bettega, que construíram a empresa a partir da união de competências complementares. Enquanto Léo trouxe para o negócio o conhecimento sobre gastronomia, produto e vendas, Shay assumiu uma atuação mais direcionada à gestão e aos processos. A combinação se tornou estratégica para transformar uma operação familiar em uma marca preparada para crescer. “Sempre esteve nos planos. O projeto nasceu para ser uma rede de franquias”, afirma Shay, ao lembrar que a expansão foi pensada desde os primeiros anos da empresa.

De Rondônia para um projeto nacional

A história da Al Sultan começou quando Léo já comandava um pequeno restaurante em Ji-Paraná. Foi justamente nessa época que conheceu Shay, que havia se mudado para a cidade após ser aprovada em uma seleção regional do Bradesco. Ela trabalhava durante o dia no banco, cursava faculdade à noite e, nos finais de semana, ajudava o futuro sócio no restaurante.

A experiência profissional de Shay, antes de entrar definitivamente no setor de alimentação, foi construída principalmente nas áreas de vendas e bancária. A vivência comercial e financeira acabou se tornando um diferencial importante para a gestão da Al Sultan. “Sempre fui muito resiliente e sempre confiei nas minhas ideias. Minha trajetória foi de tentativas e erros, buscando melhorar o que eu fazia. A melhoria contínua e a resiliência são meus traços de empreendedora”, conta.

Leonardo, por sua vez, já trazia uma relação mais próxima com a gastronomia. Descendente de árabes, cresceu em contato com receitas e tradições familiares e encontrou na cozinha o caminho para transformar essa herança cultural em negócio. O cardápio tem a marca dele: os sabores, as composições – Leonardo fugiu do tradicional e fez a própria cozinha. Tem as receitas de família (árabe tradicional), mas também releituras, como os sanduíches - todos invenções dele.

A sociedade, portanto, nasceu de forma bastante natural. “Ele sabia de produto e de vendas e eu sempre fui da parte de gestão, então unimos nossas habilidades”, resume Shay.

De restaurante artesanal a operação estruturada

A primeira unidade da Al Sultan tinha uma estrutura bastante diferente da atual. Era um restaurante pequeno em Rondônia, com produção praticamente artesanal e sem os equipamentos que hoje fazem parte de uma operação profissionalizada.

Quando o casal veio para Curitiba, abriram uma unidade no Juvevê em 2013. O crescimento começou a exigir uma estrutura maior especialmente a partir de 2014, quando os sócios investiram na primeira fábrica da empresa. No ano seguinte, em 2015, veio a segunda unidade, no bairro Água Verde.

A fábrica passou a desempenhar um papel estratégico no modelo de crescimento da marca. Mais do que uma estrutura de produção, tornou-se um dos principais instrumentos para garantir que a expansão não comprometa a experiência oferecida ao consumidor. “A fábrica é um grande pilar para a expansão, com ela garantimos o produto, que é quem traz a essência da marca. O mesmo padrão de sempre, o mesmo sabor”, explica a sócia.

Para uma rede que pretende crescer por meio de franquias, a padronização é um dos pontos mais importantes. No Al Sultan, a produção centralizada permite controlar receitas, ingredientes e processos, reduzindo as diferenças entre unidades e dando ao franqueado uma estrutura mais previsível para operar.

Franquias como estratégia de crescimento

Desde o início, os sócios tinham a intenção de transformar o negócio em uma rede. Essa visão ganha ainda mais importância no atual momento da empresa, em que o modelo de franquias passa a ocupar papel central na estratégia de crescimento. Para o investidor, a proposta está apoiada em uma operação que já passou por diferentes fases de desenvolvimento: começou pequena, enfrentou a necessidade de profissionalização, criou uma estrutura própria de produção, abriu novas unidades e reposicionou a marca.

O resultado é uma operação que procura oferecer ao franqueado uma estrutura de suporte e padronização. “Nossa filosofia é a melhoria contínua. Isso garante que a rede cresça com estrutura. Então, tanto na operação quanto no atendimento, estamos sempre buscando melhorar os processos e a entrega para os franqueados e clientes”, destaca Leonardo.

O investimento hoje no negócio é a partir de R$ 140 mil, dependendo do tamanho da loja, com payback de 18 a 24 meses.

Um modelo que une tradição e gestão

Outro fator considerado estratégico para a expansão é a capacidade de preservar a identidade da marca mesmo com o aumento do número de unidades.

O principal produto da Al Sultan, o kebab, continua sendo o carro-chefe. A receita e a proposta gastronômica foram mantidas ao longo dos anos, enquanto a marca passou por uma modernização visual e de posicionamento.

Em 2022, Shay liderou um processo de rebranding que atualizou a identidade visual da empresa, preservando elementos reconhecidos pelos consumidores, como as cores, os produtos e o mascote.

O posicionamento também evoluiu. Se no início da operação em Curitiba a rede tinha forte atuação no delivery e unidades mais voltadas ao serviço rápido, atualmente a proposta é ocupar um espaço intermediário: o de casual food, oferecendo também uma experiência no salão.

Gastronomia árabe com identidade própria

A estratégia de crescimento não significa abrir mão da personalidade gastronômica da marca. Pelo contrário: os sócios consideram o produto um dos principais ativos da Al Sultan.

O kebab tornou-se o símbolo da marca, enquanto os sanduíches foram desenvolvidos pelos próprios sócios a partir de uma interpretação contemporânea da gastronomia árabe. A proposta é democratizar o acesso a esse tipo de culinária, aproximando a gastronomia árabe de um público mais amplo sem abandonar suas raízes.

Esse equilíbrio entre tradição e inovação também contribui para o posicionamento do Al Sultan no mercado de alimentação: uma operação que não pretende ser nem um restaurante árabe tradicional com chef renomado e cardápio oneroso, nem simplesmente uma rede de fast-food.

Crescimento com estrutura

Em um mercado em que a expansão de redes de alimentação exige cada vez mais controle de custos, padronização e eficiência operacional, a Al Sultan aposta em um modelo no qual a estrutura criada ao longo dos anos funciona como base para novos investimentos.

Para Shay, crescer não significa apenas aumentar o número de unidades, mas fazer isso de maneira organizada. A busca pela melhoria contínua está justamente no centro dessa estratégia.

O objetivo é transformar a experiência construída em mais de uma década em uma plataforma de crescimento nacional. Hoje, já são sete unidades e mais de um milhão de esfihas vendidas. E a ambição dos sócios é clara: “Ser a maior e melhor rede de comida árabe do Brasil”.

Serviço:

Al Sultan

Água Verde, Ecoville, Bairro Alto e Juvevê em Curitiba.

São José dos Pinhais, Ponta Grossa e São Paulo.

Das 11h às 23h todos os dias da semana.

www.alsultan.com.br

@alsultanarabian

terça-feira, 1 de setembro de 2026

Vocal Baobá traduz o Brasil com música e poesia

As cantoras do Baobá / Foto: Manuzeth

O Brasil – com suas dores e cores, tragédias e conquistas, tristezas e alegrias – compõe a matéria-prima do espetáculo Raízes, criado pelo Vocal Baobá. O show será apresentado em Curitiba, no Teatro do Paiol, no dia 11 de setembro (sexta-feira), às 20 horas. A curadoria das composições percorreu um amplo espectro da música brasileira, entre 1967 e 2024, costurando memórias coletivas, vivências e traços da realidade cotidiana.

Com arranjos especialmente criados para o Vocal Baobá, o repertório traz canções assinadas por grandes nomes da MPB como Joyce Moreno, Paulo César Pinheiro, Mauro Duarte, Emicida, Lenine, Dominguinhos, Gilberto Gil, Criolo, Breno Ruiz, Roberto Didio, Chico Buarque, Eduardo Gudin, Costa Netto, Ronaldo Bastos e Milton Nascimento. O espetáculo apresenta ainda uma canção inédita composta por Lucas Franco, regente do Baobá, e Murilo Silvestrim.

O repertório variado convida o público a refletir sobre as raízes que sustentam e entrelaçam as diferentes formas de ser e viver no Brasil. Os arranjos apresentam novas leituras para as canções, explorando harmonias que celebram o encontro de vozes, timbres e sonoridades, e também contribuem para manter viva a tradição dos grupos vocais na música brasileira.

Sobre o Vocal Baobá

Criado em 2022, o grupo é formado por mulheres unidas pelo amor ao canto e dedicadas ao estudo e à interpretação de canções da Música Popular Brasileira, especialmente composições que refletem a realidade do país, com um misto de lirismo, força e poesia.

Em sua atual formação, o Vocal Baobá é composto pelas cantoras Guta Arato, Manuela Kochinski e Rose Cipriano (sopranos), Bel Limongi e Olga Almeida (mezzo sopranos) e Maria Celeste e Tere Marfurte (contraltos).

A regência, os arranjos e a direção musical são de Lucas Franco, que também acompanha o Baobá ao piano. A sonoridade sutil da percussão é assinada por Luís Rolim, profissional com larga vivência na cena musical paranaense.

O regente e arranjador Lucas Franco.

Serviço:

Vocal Baobá apresenta o espetáculo Raízes

Local: Teatro do Paiol, situado à rua Coronel Zacarias, nº 51, junto ao Largo Professor Guido Viaro, no bairro Prado Velho, em Curitiba.

Data e horário: dia 11 de setembro de 2026, às 20h. Sessão única.

Ingressos: R$ 15,00 (meia entrada) e R$ 30,00 (inteira), estão disponíveis pelo link https://comprenozet.com.br/eventos/raizes-vocal-baoba/

Faixa etária: Livre

Contato: (41) 3213-1340 – teatropaiol@curitiba.pr.gov.br

As canções de Raízes

Antonio /Ilha Brasil – As duas composições que abrem o espetáculo foram lançadas em 1996 por Joyce Moreno. Antonio é uma homenagem a Tom Jobim e fala do tema que mais encantou o maestro ao longo da vida: a defesa da natureza brasileira e dos povos originários. Em Ilha Brasil, a composição de Joyce Moreno e Paulo César Pinheiro revela um Brasil idealizado que, aos poucos, perde espaço para as mazelas do mundo moderno.

Canto das Três Raças – A composição de Mauro Duarte e Paulo César Pinheiro foi lançada em 1976 e eternizada na voz de Clara Nunes. Fala da formação do povo brasileiro e da tragédia representada pelo tráfico transatlântico de africanos e pela escravidão.

A Ordem Natural das Coisas – Apresentada como vinheta, a canção de Emicida e Damien Seth foi lançada em 2015. É uma crônica delicada que aborda a beleza do cotidiano.

Relampiano – Assinada por Lenine e Paulinho Moska, foi lançada em 1999. Trata da dura realidade vivida por crianças que enfrentam a pobreza e sobrevivem na periferia das grandes cidades brasileiras. O arranjo é assinado por Vicente Ribeiro e Lucas Franco.

Lamento Sertanejo – Com música de Dominguinhos e letra de Gilberto Gil, esta canção foi lançada em 1975. Aborda a dualidade entre o mundo urbano e o meio rural, revelando a solidão e o deslocamento do sertanejo nas grandes cidades.

Canção do Sal – Milton Nascimento lançou esta canção em 1967. Com lirismo e poesia, fala do cotidiano dos trabalhadores das salinas, numa rotina de sacrifícios por amor à família e pela busca da educação para os filhos.

Deuses Moleques e Capitães – A composição assinada por Lucas Franco e Murilo Silvestrim é inédita e será apresentada pela primeira vez num grande palco. Mostra a vida simples – e bela – de pescadores que tiram seu sustento do mar.

Cria de Favela – Criada originalmente como um funk, em 2019, traz a autoria de Criolo. Aborda a vida dos jovens nas favelas brasileiras com leveza e bom humor.

Brejo da Cruz – A canção de Chico Buarque, lançada em 1984, aborda um problema que ainda assombra parte da sociedade brasileira: a insegurança alimentar.

Desacalanta – Composta por Breno Ruiz e Roberto Didio, e lançada em 2024, é uma reflexão sobre como tratamos nossas cidades, para o bem e para o mal.

Assentamento – Chico Buarque lançou esta canção em 1997. Celebra o amor pela terra, o orgulho de ser agricultor e o sonho de ter um pedaço de chão para chamar de seu.

Verde – Traz a melodia de Eduardo Gudin e a letra de Costa Netto. Foi lançada em 1985 por Leila Pinheiro. Fala da defesa do meio ambiente e da luta imprescindível para salvar as nossas florestas.

Venas Abiertas – Inspirada no livro de Eduardo Galeano, “As Veias Abertas da América Latina”, esta canção de 1985, composta por Leo Sujatovich e Mario Schajris, tornou-se inesquecível na voz de Mercedes Sosa. Revela a luta pela liberdade dos povos latino-americanos, numa saga de coragem e resistência.

Nada Será Como Antes – A canção que fecha o espetáculo foi composta por Milton Nascimento e Ronaldo Bastos. Lançada em 1972, reflete os sentimentos de incerteza, resistência e inquietude que caracterizaram o período da ditadura militar no Brasil.

domingo, 30 de agosto de 2026

Banda B lidera entre os veículos de conteúdo regional do Paraná

Portal do Grupo Ric tem presença inédita em ranking nacional de busca

Divulgação

O Grupo Ric fechou julho de 2026 com o melhor conjunto de indicadores digitais da história. O portal Banda B consolidou-se como líder entre os veículos de conteúdo regional do Paraná e passou a figurar entre os portais brasileiros mais bem posicionados no Google. Os dados vêm do painel de audiência da Similarweb, que mapeou 85 domínios de conteúdo, considerando 70 veículos de alcance nacional. No recorte local, o Banda B e mais 15 sites estão entre os de maior destaque no estado. 

No levantamento da Newsdash, que mapeou os 100  veículos nacionais melhor posicionados no Google, aponta o Banda B na 55ª posição. Até janeiro deste ano, antes da reestruturação editorial e de performance conduzida pelo grupo, o portal não estava nem entre os 100 melhores colocados.

O dado tem um segundo desdobramento: nenhum outro veículo de conteúdo paranaense aparece nesse levantamento. A Banda B é, portanto, a única operação de conteúdo regional do estado presente entre os 100 portais mais bem posicionados do país em busca orgânica.

"O salto de fora do top 100 para a 55ª posição em seis meses não é resultado de um único movimento, e sim de uma reestruturação que atingiu pauta, distribuição, arquitetura de conteúdo e disciplina de dados ao mesmo tempo", diz Carlos Muller, diretor do Núcleo Digital do Grupo Ric. "É o tipo de resultado que só aparece quando redação e performance passam a trabalhar com o mesmo diagnóstico."

Liderança isolada: quase duas vezes o volume do segundo colocado

No painel Similarweb de julho, a Banda B registrou 11,54 milhões de page views e 5,12 milhões de usuários únicos. Os números colocam o portal na liderança isolada entre os 16 veículos de conteúdo regional do estado que são monitorados. O segundo colocado do bloco paranaense marcou 6,53 milhões de page views. A Banda B tem, portanto, um volume de acessos quase duas vezes maior. 

Nenhum outro veículo do recorte local alcança 60% do volume da Banda B, e a distância em usuários únicos é ainda maior: o segundo colocado do estado nesse indicador registrou pouco mais de 2,6 milhões de usuários, o que significa que a Banda B alcança cerca de duas vezes mais pessoas que o veículo regional mais próximo.

Na lista completa de 85 domínios ordenada por page views, a Banda B ocupa a 43ª posição — à frente de 42 veículos, incluindo emissoras de televisão aberta, redes de rádio nacionais, revistas de circulação nacional e propriedades da comunicação pública federal, todas operando com estrutura de redação e incomparavelmente superiores aos de uma operação regional.

Um exemplo dá a dimensão: as duas propriedades da comunicação pública federal presentes no painel somam, juntas, 9,43 milhões de pageviews em julho. A Banda B, sozinha, registra 22% mais.

Qualidade de audiência no quartil superior do painel nacional

O dado que o Grupo Ric considera mais significativo em julho não é o de volume, e sim o de comportamento do leitor. Nos três indicadores de engajamento medidos pelo painel, a Banda B está no quartil superior entre os domínios de alcance nacional:

A taxa de rejeição da Banda B é 11,5 pontos percentuais melhor que a mediana do painel. As páginas por visita ficam 30% acima da mediana, e a duração média da visita, 38% acima.

A leitura é direta: o leitor da Banda B não entra, lê uma peça e sai. Ele circula pelo portal e permanece, um comportamento que, no painel, é mais comum em grandes veículos nacionais com décadas de construção de marca do que em operações regionais.

Contexto: um veículo regional operando em escala nacional

A leitura conjunta dos dois levantamentos aponta para uma posição incomum no mercado brasileiro de mídia. A Banda B é um veículo de conteúdo regional, com cobertura centrada em Curitiba, na região metropolitana da capital e no interior do Paraná, mas com alcance de audiência nacional. A condição explica por que aparece simultaneamente como líder isolada do recorte estadual e entre os 100 portais brasileiros mais bem posicionados no Google.

É essa dupla condição que sustenta a proposta comercial do grupo: profundidade e autoridade em cobertura regional, com volume e qualidade de audiência comparáveis aos de veículos de alcance nacional.

Para Erick Mota, gerente de performance digital e distribuição do Grupo Ric, o crescimento foi possível graças ao empenho da equipe e de uma série de treinamentos e melhorias implementadas pelo setor. 

"O que mudou não foi o volume de produção, foi a forma de decidir. Passamos a operar com monitoramento diário das ferramentas de busca e da concorrência, e com treinamento continuado da redação em SEO e em GEO — a otimização para as respostas geradas por inteligência artificial. Na prática, a pauta chega ao repórter já com diagnóstico de demanda, e não depois. Não existe atalho de tecnologia que substitua isso: a ferramenta serve para encurtar o tempo entre o dado e a decisão editorial, nunca para tomar a decisão. É essa disciplina que explica a expansão do núcleo digital." 

Para a gerente de conteúdo digital do Grupo Ric, Francielly Azevedo, o movimento tem uma leitura editorial somada a uma leitura de audiência. "Essa expansão é uma demonstração de que jornalismo local bem apurado tem demanda, e demanda grande. Nossa cobertura continua sendo a de sempre: Curitiba, a região metropolitana e o interior do Paraná, com prestação de serviço ao leitor no centro da pauta. O que a leitura de dados nos mostrou foi onde essa cobertura estava deixando de encontrar quem precisava dela. A redação passou a trabalhar com essa informação em mãos, sem abrir mão de critério editorial em nenhum momento, e o leitor respondeu ficando mais tempo com a gente, não apenas clicando mais."

A metodologia empregada

Os dados de audiência citados neste texto são estimativas do painel Similarweb referentes a julho de 2026, apuradas sobre 85 domínios de conteúdo — 70 de alcance nacional e, no recorte local, a Banda B mais 15 veículos entre os sites de maior destaque no Paraná. Os dados de posicionamento em busca são da ferramenta Newsdash, que mapeou os 100 veículos nacionais melhor posicionados no Google.

Métricas de painel são estimativas de terceiros e podem divergir de medições proprietárias de cada veículo. As comparações apresentadas seguem a metodologia da própria ferramenta, aplicada igualmente a todos os domínios do levantamento.

quinta-feira, 27 de agosto de 2026

Advogados são o maior alvo dos ciberbandidos

Elisa Santin - head comercial Accessa

O avanço dos crimes digitais consolidou os riscos de cibersegurança como a maior ameaça no ecossistema da internet. No centro dessa tempestade está o Brasil, que figura nas primeiras posições dos rankings globais e lidera na América Latina como o país mais atingido por cibertentativas de invasão, vazamento de dados e ataques de phishing. Nesse cenário crítico, um setor em particular emergiu como alvo prioritário dos criminosos virtuais: os escritórios de advocacia.

Segundo a head comercial da Accessa, Elisa Santin, por manipularem informações estratégicas, segredos industriais, dados financeiros e documentos sigilosos de clientes, advogados e bancas jurídicas tornaram-se alvos extremamente lucrativos. “A porta de entrada mais comum para esses ataques não são softwares complexos, mas sim a fragilidade na gestão de credenciais: senhas fracas, repetidas entre diferentes serviços ou compartilhadas de forma insegura por aplicativos de mensagem”, explica.

O Custo da Insegurança vs. O Ganho de Produtividade
“Além do risco iminente de sanções regulatórias, tais como as multas da LGPD e danos irreparáveis à reputação, a gestão inadequada de acessos gera um gargalo invisível no dia a dia dos advogados que é a perda de tempo”, alerta Elisa. De acordo com estudos desenvolvidos pela Accessa, o esquecimento de credenciais, redefinições constantes de senhas e a burocracia para liberar acessos a estagiários e sócios consomem horas preciosas de trabalho semanal.

A empresa criou uma solução que surge como a resposta estratégica para transformar essa vulnerabilidade em vantagem competitiva. “Oferecemos ferramentas avançadas de gestão e proteção de senhas, a plataforma elimina o erro humano na ponta do processo, garantindo blindagem de dados e otimização da rotina de trabalho”, salienta.

"A segurança da informação não precisa ser um obstáculo para a agilidade do escritório. Quando o advogado não precisa se preocupar em memorizar, gerenciar ou redefinir dezenas de senhas todos os dias, ele ganha tempo útil para se dedicar ao que realmente importa: a defesa dos seus clientes", destaca a executiva.

Tranquilidade
Ao adotar a ferramenta, os escritórios de advocacia alcançam dois pilares fundamentais para a gestão moderna. O primeiro deles é a tranquilidade operacional gerada pela criptografia de ponta a ponta e controle centralizado de acessos, garantindo que apenas pessoas autorizadas visualizem dados sensíveis, mitigando drasticamente o risco de invasões. E a consequência disso é a produtividade decorrente do acesso rápido e seguro a sistemas tribunais, bancos de dados e ferramentas internas com poucos cliques, eliminando o estresse do esquecimento de senhas e os bloqueios de rotina.

Em um mercado onde a confiança é o principal ativo, proteger as credenciais de acesso deixou de ser uma decisão de TI e tornou-se uma prioridade de negócio. A Accessa entrega a tecnologia necessária para que advogados operem com total segurança, foco e eficiência.

Feira ucraniana reúne grupos do Paraná, Santa Catarina e Argentina em Curitiba

9ª edição da Poltavskyi Yarmarok celebra os 45 anos do Grupo Poltava com evento de dois dias com entrada gratuita

Poltavskyi Yarmarok / Foto: Marcos Hupalo

Grupos folclóricos de diferentes cidades do Paraná, de Santa Catarina e de Posadas, na Argentina, estarão em Curitiba nos dias 29 e 30 de agosto para a 9º Poltavskyi Yarmarok. Promovida pelo Grupo Folclórico Ucraniano Poltava, a feira ocupa a sede da entidade, no Água Verde, com apresentações culturais, gastronomia e artesanato. A edição de 2026 integra as comemorações pelos 45 anos do Poltava, fundado em 1981 e que reúne atualmente mais de 300 integrantes.

O Paraná concentra cerca de 500 mil ucranianos e descendentes, a maior comunidade de origem ucraniana do Brasil e da América Latina. Em Curitiba e Região Metropolitana, são aproximadamente 100 mil pessoas. Para Jairo Oscar do Nascimento, presidente do Grupo Folclórico Ucraniano Poltava, os 45 anos representam a continuidade dessa herança cultural entre diferentes gerações. “Nesse período, acompanhamos famílias, recebemos novos integrantes e ampliamos nossa presença na cidade. A Yarmarok representa esse trabalho ao reunir grupos de diferentes lugares e aproximar o público de tradições que seguem presentes no Paraná”, afirma.

Essa diversidade estará representada nas apresentações, que começam às 13h30 no sábado e às 13h no domingo. Participam da programação os grupos ucranianos Poltava e Barvinok, de Curitiba; Tchóven e Soloveiko, de São José dos Pinhais; Vesná, de Mafra; Kalena e Fialka, de União da Vitória; Viter, de Guarapuava; Jettia, de Antônio Olinto; Ukrainska Ducha, de Itaiópolis, em Santa Catarina; e Zirka e Vesely Chasy, de Posadas, na Argentina. O Grupo Folclórico Polonês Wisla, de Curitiba, também integra a programação, assim como a Escola Poltava e o Instituto Música e Arte.

Tradição das pêssankas é reconhecida pela Unesco

Yarmarok / Foto: Marcos Hupalo

A feira de expositores reúne bordados, peças em madeira, cerâmicas, porcelanas, acessórios, artigos religiosos e pêssankas relacionados especialmente às culturas ucraniana e polonesa. A tradição ucraniana de ornamentar ovos com desenhos e símbolos aplicados com cera foi inscrita, em 2024, na Lista Representativa do Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco).

Gastronomia preserva receitas trazidas ao Paraná

A gastronomia também integra a feira, com diferentes expositores oferecendo pratos e produtos ligados à tradição ucraniana. Entre eles está o Ukra Bar, parceiro do evento, considerado o maior restaurante ucraniano do Brasil e instalado na sede do Grupo Poltava.

De acordo com Ana Paula Paludzyszyn, proprietária do Ukra, a culinária preserva parte da história da imigração no estado. “Muitas receitas chegaram com as famílias e foram transmitidas de geração em geração. Pratos como perohê, holubtsi e borscht fazem parte da memória de muitos paranaenses e, em eventos como a Yarmarok, também chegam a um público que ainda não conhece essa cozinha”, conclui.

Serviço:

9º Poltavskyi Yarmarok – Feira de Poltava

Quando: 29 e 30 de agosto de 2026

Horários: sábado, das 10h às 22h; domingo, das 11h às 20h

Onde: Clube Poltava – Rua Pará, 1035, Água Verde, Curitiba

Entrada: gratuita

Informações: @grupopoltava

Congresso Brasileiro de Reumatologia realiza primeiro curso dedicado ao atendimento interprofissional

Dr. Eduardo de Paiva Magalhães / Divulgação

Atividade será realizada no dia 2 de setembro, em Curitiba, e reunirá profissionais de diferentes áreas da saúde para discutir o cuidado integrado aos pacientes com doenças reumáticas. Os interessados podem se inscrever exclusivamente para essa atividade, sem a necessidade de adquirir a inscrição para a programação completa do congresso.

Profissionais de diferentes áreas da saúde que atuam ou pretendem aprofundar seus conhecimentos em reumatologia poderão participar do primeiro Curso Interprofissional promovido durante o Congresso Brasileiro de Reumatologia. A atividade será realizada no dia 2 de setembro, das 14h às 18h, no Via Soft, na Universidade Positivo, em Curitiba.

Comandado pelo médico reumatologista e fisiatra Dr. Eduardo de Paiva Magalhães, coordenador da Comissão Multiprofissional da Sociedade Brasileira de Reumatologia (SBR), o curso terá uma programação voltada ao atendimento interprofissional em reumatologia. A proposta vai além da participação de diferentes especialistas no tratamento, com foco em um cuidado integrado, no qual os profissionais trabalham de forma conjunta e coordenada.

“O curso foi pensado para reumatologistas e também para fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, psicólogos, nutricionistas, dentistas, profissionais de enfermagem e todos aqueles que tenham interesse pela área ou já trabalhem com pacientes reumáticos”, explica Magalhães. “A reumatologia é uma especialidade que requer envolvimento  multiprofissional, quanto mais compartilharmos conhecimento, melhor será o acompanhamento para o bem estar do paciente”, completa Dr. José Eduardo Martinez,  presidente da SBR. 

Entre os assuntos que serão discutidos estão o modelo biopsicossocial, baseado na atenção centrada no paciente, o trabalho interprofissional em equipe, os cuidados paliativos, a nutrição, a abordagem psicológica e a utilização de recursos auxiliares de locomoção e órteses. A programação também abordará a importância dos exercícios e da atividade física no acompanhamento dos pacientes.

De acordo com Magalhães, o cuidado das doenças reumáticas exige uma visão ampla sobre as diferentes necessidades de cada paciente. A integração entre as áreas permite avaliar não apenas os aspectos clínicos, mas também as condições físicas, emocionais, nutricionais, funcionais e sociais envolvidas no tratamento.

Para facilitar a participação dos profissionais de Curitiba e Região Metropolitana, o curso possui uma modalidade de inscrição independente. Dessa forma, os interessados podem se inscrever exclusivamente para a atividade do dia 2 de setembro, sem a necessidade de adquirir a inscrição para toda a programação do congresso. 

O curso integra a programação do 43º Congresso Brasileiro de Reumatologia, promovido pela Sociedade Brasileira de Reumatologia e pela Sociedade Paranaense de Reumatologia. O evento será realizado de 2 a 5 de setembro e reunirá médicos, pesquisadores, profissionais da saúde e estudantes de diversas regiões do Brasil e do exterior.

Serviço:

Curso Interprofissional em Reumatologia

Data: 2 de setembro de 2026

Horário: das 14h às 18h

Público alvo: Profissionais de saúde (multidisciplinar) 

Local: Via Soft, Universidade Positivo

Endereço: Rua Professor Pedro Viriato Parigot de Souza, 5.300, Cidade Industrial de Curitiba

Inscrições e informações: www.sbr2026.com.br

quarta-feira, 26 de agosto de 2026

Luz natural orienta projetos arquitetônicos ao aliar economia, conforto e qualidade de vida

Albero, projetado pela Ricardo Amaral Arquitetos Associados, acompanha o percurso do sol e aproveita a iluminação natural ao longo do dia

Arquiteto Ricardo Amaral explica que o projeto valoriza a relação entre natureza e qualidade de vida
Crédito: Divulgação

A luz natural deixou de ser apenas um recurso para iluminar ambientes e passou a ocupar um papel estratégico nos projetos residenciais, contribuindo para a economia, o conforto e a qualidade de vida. 

Exemplo disso é o Albero, empreendimento localizado no bairro Hugo Lange, em Curitiba. No projeto do escritório Ricardo Amaral Arquitetos Associados, a luz é um dos elementos que orientam a própria concepção arquitetônica, de forma a maximizar o aproveitamento do sol e valorizar a relação entre arquitetura, natureza e qualidade de vida.

Terreno faz parte das memórias de Ricardo Amaral

A proposta surgiu da observação da paisagem e do entorno urbano. O arquiteto Ricardo Amaral explica que todo planejamento seguiu a órbita do Sol, criando ambientes mais confortáveis, acolhedores e integrados ao contexto externo. “O Albero nasce de uma relação construída ao longo do tempo com a luz, o entorno e o entardecer de Curitiba. Um projeto em que implantação e volumetria foram desenhadas para acompanhar o movimento natural do Sol durante diferentes períodos do dia”, afirma.

A relação com a luz também está associada à própria história do terreno. Antes de receber o empreendimento, o local já fazia parte das memórias do arquiteto, que costumava se reunir ali com amigos para jogar basquete. Entre as lembranças mais singelas, estava o pôr do sol da região, considerado por ele um dos cenários mais bonitos de Curitiba. Anos depois, ao ser convidado para projetar o empreendimento, essa memória passou a integrar o conceito do projeto.

Conforto além da iluminação

No Albero, o aproveitamento da luz do dia está relacionado a outros aspectos do conforto residencial. A iluminação natural pode reduzir a necessidade de luz artificial durante o período diurno, enquanto a correta implantação das aberturas também contribui para um melhor equilíbrio térmico dos ambientes.

Arquiteto Ricardo Amaral explica que o projeto valoriza a relação entre natureza e qualidade de vida
Crédito: Divulgação

O empreendimento, da Construtora Martelli, incorpora ainda ventilação cruzada nas unidades, favorecendo a circulação natural do ar e proporcionando ambientes mais agradáveis. As plantas variam de 93 m² a 231 m², com opções de duas a quatro suítes em apenas 21 unidades.

A luz natural também modifica a percepção dos espaços, uma vez que ambientes bem iluminados tendem a transmitir mais sensação de amplitude, além de valorizar cores, materiais, móveis e elementos de decoração.

Com entrega prevista para dezembro de 2027, o Albero propõe uma arquitetura contemporânea baseada na integração entre paisagem, iluminação natural, ventilação e conforto.