quarta-feira, 7 de outubro de 2026

Um chef que cozinha com a memória

Da infância no restaurante da mãe, no Peru, às cozinhas de diferentes países, chef Carlos Atala acumulou técnicas, sabores e experiências que hoje transforma em uma cozinha nikkei autoral no Nuu

Chef Carlos Alata / Foto: Nenad Radovanovic

Carlos Alata conhece o ceviche desde antes de saber que faria da cozinha sua profissão. Nascido em Lima, no Peru, ele conta que come o prato desde os dois anos de idade. A lembrança mais antiga é quase uma cena de família: a mãe preparava uma grande quantidade de ceviche para todos e, enquanto aprendia a andar, ele se aproximou da tigela e comeu uma quantidade que, segundo ele, chegava a cerca de 20 porções. A história virou uma das memórias que ajudam a explicar sua relação afetiva com a comida. “Ceviche eu poderia comer todos os dias. Mas precisa ter pimenta”, conta.

A relação com a cozinha começou cedo. A mãe mantinha um restaurante no Peru e, desde pequeno, Carlos e os irmãos ajudavam no trabalho. Eram seis filhos e tarefas simples faziam parte da rotina: descascar batatas, espremer limões, ajudar no que fosse necessário. Aos poucos, aquela cozinha deixou de ser apenas o ambiente da família e passou a ser também o lugar onde ele começou a construir um repertório que levaria para muito longe de Lima.

Da pia de uma cozinha francesa ao mundo

Aos 17 anos, Carlos, incentivado pelo irmão mais velho, conseguiu o primeiro emprego formal em um restaurante francês, apesar de querer cursar arquitetura. Começou lavando louça. “Fiquei cerca de três meses nessa função até que o chef percebeu meu interesse e me levou para a cozinha. Eu trabalhava e estudava gastronomia e assim podia pagar meus estudos. Fiquei ali por quase dois anos e meio”, relata

A escolha pela gastronomia não aconteceu exatamente como um plano de infância. Carlos queria ser arquiteto, mas foi convencido pelo irmão a considerar a cozinha como profissão. O que começou como uma oportunidade acabou se transformando em uma carreira construída em diferentes países.

Depois vieram um restaurante italiano e uma casa de cozinha molecular e contemporânea. Foi nesse período que uma característica que marcaria sua trajetória começou a se consolidar: “Nunca cheguei a um restaurante simplesmente enviando currículo. As oportunidades vieram, em grande parte, por indicação e pelo reconhecimento de profissionais que tinham trabalhado comigo ou tinham ouvido falar do meu trabalho, explica o chef.

Uma dessas portas foi a do chef Rafael Osterling, em Lima. Carlos conta que ali aprendeu uma lição que carregaria para o resto da carreira: cozinhar bem não bastava. Era preciso entender também a teoria por trás das técnicas e dos ingredientes. “Tem muita gente que sabe cozinhar, mas não sabe a teoria. Para mim, é importante saber as duas coisas: a prática e a teoria”, afirma.

A experiência com Osterling o levou a Guayaquil, no Equador, onde trabalhou como chef durante cerca de dois anos e meio, mergulhando em técnicas de cozinha contemporânea e autoral e ampliando o contato com referências francesas, italianas, japonesas, asiáticas e tailandesas.

A partir dali sua carreira ganhou uma dimensão internacional. Veio o convite para trabalhar no restaurante Osaka, em Buenos Aires, mesmo antes de Carlos conhecer profundamente a cozinha nikkei. Depois, Santiago, novamente Buenos Aires, México, Peru e São Paulo. Em diferentes momentos, participou da abertura e estruturação de restaurantes, ajudando a montar equipes, desenvolver fichas técnicas, organizar compras e custos e padronizar operações.

Mais do que executar pratos, Carlos passou a ser chamado para resolver problemas e estruturar cozinhas. A reputação fez com que outros profissionais e empresários também tentassem levá-lo para seus restaurantes. O reconhecimento veio da capacidade de Carlos de entender a cozinha como um sistema inteiro: produto, técnica, equipe, custos, fornecedores e operação. “As pessoas foram me procurando. Eu fui recebendo convites, fui conhecendo lugares, abrindo restaurantes, montando equipes”, diz.

O irmão que abriu a primeira porta

Se a cozinha da mãe foi o primeiro contato, o irmão mais velho, Luis, foi uma das figuras decisivas para que Carlos transformasse esse contato em profissão. Chef e professor, Luis foi seu mentor e ocupou, nas palavras de Carlos, um lugar próximo ao de um pai. “Foi ele quem me incentivou a seguir a gastronomia quando eu pensava em estudar arquitetura. Minha família não tinha condições financeiras para pagar meus estudos e meu irmão enxergou na cozinha uma possibilidade profissional para mim”, conta.

Luis morreu de forma repentina, quando Carlos tinha 26 anos. Ele estava no Equador. A notícia chegou por telefone e abriu uma ausência que Carlos ainda associa à própria formação. “Ele era como meu pai, meu professor, meu inventor, meu tudo. Perdi a pessoa com quem eu costumava conversar sobre gastronomia, trocar ideias e falar sobre o trabalho que escolhi como profissão”, lamenta.

O Nuu Nikkei e a liberdade para criar

Foto: Nenad Radovanovic

Quando conheceu Lucas e Luis, os futuros sócios do Nuu Nikkei, Carlos já carregava experiências acumuladas em diferentes cozinhas e países. Os dois haviam conhecido seu trabalho em São Paulo e, algum tempo depois, Lucas entrou em contato para conversar sobre um restaurante em Curitiba.

A ideia inicial não interessava a Carlos se significasse simplesmente reproduzir um modelo que já existia. Ele conta que deixou isso claro desde o começo. “Eu falei: copiar, copiar, colar, eu não vou fazer. Se é para fazer, vamos fazer uma coisa diferente, vamos fazer uma coisa nossa.”

É nesse ponto que o Nuu Nikkei entra na trajetória de Carlos não apenas como o restaurante onde trabalha hoje, mas como o espaço em que encontrou liberdade para reunir as diferentes referências que formaram sua carreira. Ele prefere falar em cozinha nikkei autoral para definir o trabalho que desenvolve na casa.

Sua cozinha não se limita a uma nacionalidade ou a uma escola. Pode partir de um produto peruano, incorporar uma técnica japonesa, trazer um curry tailandês ou usar um ingrediente associado à cozinha francesa ou italiana. O ponto de partida pode ser diverso; o desafio é fazer com que o resultado preserve identidade e faça sentido dentro da proposta do Nuu Nikkei. “Eu misturo tudo o que eu sei. O importante é respeitar os sabores, respeitar a cozinha nikkei e, ao mesmo tempo, colocar aquilo que eu aprendi durante todos esses anos”, explica.

É também por isso que Carlos não gosta de ser apresentado simplesmente como sushiman ou como chef de um restaurante de sushi. Ele respeita o trabalho dos profissionais especializados em sushi, mas explica que sua atuação vai além do corte do peixe, do preparo do arroz e da montagem. Seu trabalho envolve criação de pratos, molhos, texturas, combinações, cardápios e experiências. “Quero ser conhecido como chef de cozinha autoral, pela cozinha que eu faço”, afirma.

Há ainda um detalhe que ajuda a entender como ele próprio enxerga essa trajetória: desde o começo da carreira, costuma ser chamado de Carlos, Chef Carlos ou Carlitos. É assim que colegas e equipes o reconhecem. O título de chef, para ele, está relacionado ao respeito conquistado ao longo do caminho e à responsabilidade de conduzir uma cozinha.

Uma cozinha construída pela memória

Tiradito Mediterraneo / Foto: Nenad Radovanovic

Carlos diz que não cria um prato do nada. Uma nova matéria-prima pode despertar uma lembrança de uma técnica aprendida cinco, dez, quinze ou vinte anos antes. Um sabor pode remetê-lo a outro restaurante, a outro chef, a outro país. O prato nasce desse acúmulo. É uma espécie de arquivo pessoal construído ao longo de décadas. Uma técnica aprendida com um profissional se mistura a um sabor conhecido em outra cozinha; uma referência peruana encontra uma técnica japonesa; uma experiência adquirida no México ou na Tailândia pode reaparecer em uma criação feita em Curitiba.

“Às vezes chega um ingrediente novo e eu começo a lembrar: isso eu aprendi há cinco anos, isso eu aprendi há dez, isso eu aprendi há quinze. E vou misturando. É tudo o que eu fui aprendendo durante a minha vida. E para isso preciso de tranquilidade. A vida pessoal, a família, o restaurante e a equipe precisam estar funcionando bem. A criação depende também desse equilíbrio”, avalia.

Por isso, quando fala sobre seu trabalho, insiste menos na novidade pela novidade e mais na identidade. A intenção é que um prato tenha detalhes suficientes para não ser simplesmente reproduzido em outro restaurante. “Eu quero que a pessoa coma uma coisa criada por mim e não encontre exatamente o mesmo sabor em outro lugar. Precisa alguma coisa diferente, algum detalhe que faça a pessoa lembrar daquela experiência”, ressalta.

Comer também faz parte do ofício

Para Carlos, cozinhar também significa continuar sendo cliente. Nos dias de folga, ele costuma sair para comer e observar o trabalho de outros restaurantes. Recentemente, passou dois dias em São Paulo visitando quatro casas, entre elas restaurantes reconhecidos pelo Guia Michelin.

Não se trata, segundo ele, apenas de comer bem. “É uma forma de trabalho: testar, aprender e criticar. Observo combinações, técnicas, serviço, apresentação e execução. A experiência volta para a cozinha como repertório. Faz parte do meu trabalho. Quando eu vou a um restaurante, não vou só para comer. Vou para aprender também”, conta.

Em casa, a lógica é parecida, embora a comida seja mais informal. Carlos come sopa, ceviche, tacos, massas, carnes, saladas, queijos e frutas. Costuma manter diferentes tipos de arroz, como o brasileiro, o bomba espanhol e o jasmine tailandês. Industrializados e fast-food aparecem raramente em sua alimentação.

Há ainda uma regra que parece simples, mas resume bastante sua filosofia: mesmo quando a comida é simples, precisa ser bem feita. “Eu posso comer arroz com ovo. Não preciso comer uma coisa sofisticada todos os dias. Mas quero comer um arroz bem feito e um ovo bem feito”, comenta.

O próximo passo

Depois de tantos restaurantes, países e cozinhas, Carlos olha para o futuro com uma preocupação menos ligada ao próximo prato e mais relacionada à equipe que pretende deixar no Nuu Nikkei. “Meu objetivo é construir uma estrutura muito mais forte, com cozinheiros, profissionais de salão, gestores e fornecedores preparados para que o restaurante funcione bem mesmo quando eu não estiver presente em cada detalhe. Só depois disso, diz, será possível pensar em novos projetos”, confessa.

A ideia inclui novos negócios ao lado da esposa, que também trabalha com gastronomia e mantém um restaurante mexicano e peruano. Carlos admite que novos projetos ainda despertam alguma hesitação, mas também fala sobre a vontade de continuar criando no Brasil.

Por enquanto, sua principal tarefa é manter consolidado aquilo que construiu no Nuu Nikkei. Depois de uma carreira marcada por mudanças de país, restaurantes e estilos de cozinha, talvez o próximo movimento de Carlos Alata dependa justamente de conseguir ficar um pouco mais longe da cozinha que ajudou a construir. Não para se afastar dela, mas para ter liberdade para voltar a criar.

No fim, quando tenta explicar o que significa ser cozinheiro, Carlos volta a uma ideia que atravessa toda a sua trajetória. A cozinha cobra muito de quem escolhe esse caminho. São fins de semana, feriados, noites e momentos em família que muitas vezes ficam para trás. “A cozinha tem que te custar ou te apaixonar. Se não é isso, você está trabalhando só por dinheiro. O dinheiro acaba, mas a paixão é para a vida toda”, completa.

É uma frase que talvez explique melhor do que qualquer currículo por que, depois de tantos países, restaurantes e experiências, Carlos Alata continua cozinhando.

O Boticário inaugura tendência internacional de perfumaria laundry com o novo Floratta Blue Crystal

A novidade chega à família Blue e traduz a tendência dos florais aldeídicos por meio do exclusivo Acorde Crystal Flower, sem abrir mão da assinatura única e feminina de Floratta, marcada pela potência da Gardênia e pela delicadeza da Rosa

Divulgação

O Boticário inaugura uma nova fase do mercado de florais frescos e apresenta Floratta Blue Crystal. A novidade traduz a tendência internacional clean chic para a perfumaria feminina ao combinar o frescor dos florais aldeídicos à assinatura única de Floratta, construída pela potência da Gardênia e pela delicadeza da Rosa. O resultado é uma criação que une a sensação revigorante de pós-banho à feminilidade e à sofisticação que marcam o DNA da marca.

Assinada pelo renomado perfumista internacional Christian Alori, a inovação é impulsionada pelo exclusivo Acorde Crystal Flower, fusão do frescor magnético da Flor de Alecrim ao conforto envolvente do Musk. Desenvolvida com moléculas aldeídicas proprietárias da casa de fragrância IFF, a novidade entrega um perfil efervescente, leve e radiante, garantindo alta difusão com extrema delicadeza.

Ao inaugurar a estrutura aldeídica na linha Blue, a criação utiliza moléculas capazes de conferir um brilho vibrante à fórmula, amplificando a luminosidade da fragrância, o que remete à sensação aconchegante de pele recém-saída do banho. Conhecido como “laundry fragrance”, esse perfil olfativo é muito procurado no mercado de nicho internacional. 

Na pirâmide olfativa, a experiência começa com uma saída aromática e vibrante que combina artemísia, pimenta preta, alecrim e bergamota, trazendo luminosidade nos primeiros segundos na pele. No coração, o Acorde Crystal Flower ganha protagonismo ao unir o frescor do alecrim ao conforto do musk, acompanhado por um bouquet floral de jasmim, gardênia, frésia e rosa. No fundo, a base refinada de musk, cashmeran, sândalo, âmbar, patchouli, musgo e bálsamo assegura conforto e fixação marcante.

“Como uma marca que abre caminhos para o futuro da beleza no Brasil, acompanhamos de perto as conversas e os comportamentos da nossa comunidade. Após anos de forte presença das fragrâncias gourmands e intensas no mercado, notamos nas redes e em pesquisas um movimento claro de busca pelo amado 'cheiro de banho tomado', mas agora em uma versão com mais sofisticação, elegância e rastro. Floratta, como marca líder e com uma atuação plural no universo dos florais,

democratiza essa tendência global ao traduzi-la para a perfumaria nacional com sofisticação e modernidade”, explica Fernanda Marques, diretora de Marketing de Perfumaria Feminina do Boticário. 

Floratta Blue Crystal já está disponível em todas as lojas físicas do país, no e-commerce da marca, além do app do Boticário, para as versões Android e iOS, e com revendedores por meio do Encontre Boticário. Também é possível realizar pedidos pelo WhatsApp, no número 0800 744 0010, canal oficial da marca. Para quem for às lojas físicas experimentar e adquirir o lançamento, também pode aproveitar para levar suas embalagens para o programa Boti Recicla, que terá condições especiais entre 21 de setembro e 1º de novembro: ao levar seis ou mais embalagens (o dobro do habitual), o consumidor ganha R$ 15 de desconto e um brinde em compras acima de R$ 220.

Serviço:

Floratta Blue Crystal Desodorante Colônia, 75 ml – Preço sugerido: R$ 149,90 (até 12/09)

Floratta Blue Crystal é um floral aldeídico que traz uma nova interpretação para o clássico Floratta Blue. A fragrância combina a luminosidade dos aldeídos ao exclusivo Acorde Crystal Flower, que une a flor de alecrim ao conforto do musk, criando uma assinatura fresca, limpa, radiante e confortável. Na saída, artemísia, pimenta preta, alecrim e bergamota dão brilho à composição. No coração, jasmim, gardênia, frésia e rosa encontram o acorde exclusivo. Ao fundo, musk, cashmeran, sândalo, âmbar, patchouli, musgo e bálsamo prolongam a sensação de conforto e sofisticação.

Creme Hidratante Desodorante Corporal Floratta Blue Crystal, 200 ml – Preço sugerido: R$55,90

Com textura cremosa e fragrância inspirada no novo Floratta Blue Crystal, o hidratante prolonga a sensação de conforto e frescor na pele. Sua fragrância combina o exclusivo Acorde Crystal Flower, que une o frescor do alecrim ao conforto do musk, às notas florais de jasmim, gardênia, frésia e rosa, deixando a pele perfumada e envolvida por uma sensação aconchegante de cuidado pós-banho.

Body Spray Desodorante Floratta Blue Crystal, 100 ml – Preço sugerido: R$44,96 

Ideal para complementar a rotina de perfumação, o Body Spray Desodorante Floratta Blue Crystal traz a mesma assinatura fresca, luminosa e confortável da fragrância. Com o exclusivo Acorde Crystal Flower, que combina o frescor do alecrim ao conforto do musk, é uma opção prática para renovar a sensação de banho tomado ao longo do dia e deixar a pele delicadamente perfumada.

Fontes:

*Kantar, Worldpanel Division, PanelVoice, campo realizado durante o mês de Dezembro de 2024. Total Brasil, 3.470 lares. P3 – Como você se sente em relação às marcas de Perfumes e Fragrâncias

**ABF (Associação Brasileira de Franchising). Ranking 2025.

***Fonte Euromonitor International Limited, Pesquisa de varejo, edição 2025, de acordo com as definições da categoria de pontos de venda especializados em beleza e da classificação de empresa proprietária global da marca (GBO), número de lojas, dados de 2024.

terça-feira, 6 de outubro de 2026

Ítalo Supermercados promove nova edição de experiência gastronômica com a Argus

Projeto realizado pela rede reuniu cortes premium, vinhos importados e gastronomia em encontro voltado aos clientes

Foto:  Arquivo Ítalo Supermercados

O Ítalo Supermercados realizou no dia 30 de setembro mais uma edição do projeto Viva a Experiência Ítalo & Argus. A iniciativa, que já teve uma primeira edição no primeiro semestre, retornou agora com a Edição Primavera, em parceria com a Argus, na loja do Ítalo no Cristo Rei, em Curitiba.

A proposta reuniu cortes premium da Argus e vinhos importados do Grupo Ítalo em uma experiência de degustação e harmonização. Nesta edição, o cardápio foi assinado pelo chef André Porto, professor do Centro Europeu, que esteve à frente dos preparos.

Para a ocasião, o chef criou um menu que combina referências da cozinha oriental e da gastronomia clássica europeia. Entre os pratos estavam um cuscuz marroquino com tiras de mignon empanadas e molho de romã, além de uma polenta cremosa com parmesão e gorgonzola acompanhada de ragu.

“Quando pensei no cardápio, quis fazer uma junção de dois mundos: a cozinha do Oriente, com referências indiana e marroquina, e a cozinha clássica europeia. A primeira proposta é um cuscuz marroquino com tiras de mignon empanadas e molho de romã, harmonizado com um Malbec jovem e fresco, escolhido pela acidez e pelos aromas frutados. Já a segunda traz uma polenta cremosa com parmesão e gorgonzola, acompanhada de ragu e harmonizada com um Cabernet Sauvignon do Vale do Colchagua, no Chile, mais encorpado e estruturado. A ideia é trabalhar duas propostas de pratos e vinhos bastante diferentes e proporcionar uma experiência de sabores e harmonizações ao público”, explica André Porto.

A experiência foi pensada para valorizar os cortes selecionados e apresentar diferentes possibilidades de harmonização com os vinhos, combinando ingredientes, técnicas e referências gastronômicas. O encontro integra a programação de experiências promovidas pelo Ítalo para seus clientes, com ações voltadas à gastronomia e à apresentação de produtos e marcas.

As vagas para esta edição foram esgotadas rapidamente. A procura reforça o interesse do público pelas experiências promovidas pelo Ítalo e abre espaço para novas ações nesse formato.

Serviço:

Viva a Experiência Ítalo & Argus – Edição Primavera

Data: 30 de setembro

Local: Ítalo Supermercados – Cristo Rei, Curitiba (PR)

Imagem histórica de Nossa Senhora da Luz dos Pinhais retorna ao Museu de Arte Sacra após restauro

Encerramento do projeto é marcado por aula-passeio e palestra de apresentação dos resultados do processo de pesquisa, conservação e restauro da peça tricentenária ligada à história de Curitiba

Foto: Luiz Pacheco

Após passar por um processo de pesquisa, conservação e restauro conduzido pela restauradora Ana Caniatti, a imagem histórica de Nossa Senhora da Luz dos Pinhais retorna ao acervo do Museu de Arte Sacra da Arquidiocese de Curitiba (MASAC). A conclusão do projeto será marcada por uma aula-passeio no MASAC no dia 20 de outubro, às 16h, e uma palestra gratuita no dia 21 de outubro, às 18h30, no SESC Paço da Liberdade, que apresentará ao público os resultados do trabalho realizado na imagem. 

Trazida de Portugal em 1720, a imagem é reconhecida como a segunda representação de Nossa Senhora da Luz dos Pinhais a ocupar o lugar de padroeira na Catedral Metropolitana de Curitiba. Com 87 centímetros de altura e cerca de 35 quilos, é confeccionada em terracota e apresenta rica policromia. Ao longo de mais de três séculos, atravessou diferentes momentos da história da cidade, incluindo um período em que seu paradeiro permaneceu desconhecido. Foi reencontrada na Lapa na década de 1970 e, em 1981, passou a integrar o acervo do MASAC.

Idealizado pela restauradora Ana Caniatti, o projeto Nossa Senhora da Luz dos Pinhais: da história à preservação reuniu diferentes frentes de trabalho para investigar e preservar a peça. O processo incluiu pesquisa histórica e iconográfica, exames de imageamento e análises, que subsidiaram a definição da proposta de conservação e restauro da imagem. A iniciativa também contempla ações de educação patrimonial e a disponibilização gratuita dos resultados da pesquisa, ampliando o acesso ao conhecimento produzido ao longo do projeto.

O processo de restauro foi orientado por exames e análises, realizados em parceria com a Universidade Federal do Paraná (UFPR), que ajudaram a identificar materiais e compreender intervenções realizadas na imagem ao longo do tempo. O trabalho também envolveu a higienização da peça e testes para remoção de camadas de pintura acrescentadas em restaurações anteriores, com o cuidado de preservar a pintura original.

A intervenção buscou respeitar tanto a matéria preservada quanto as lacunas que fazem parte da trajetória da obra, evitando reconstruir elementos sem referências seguras. Os dedos quebrados das mãos da santa, por exemplo, não foram reconstruídos pela ausência de referências sobre sua posição original. A decisão faz parte de uma abordagem que considera a imagem também como documento histórico em seus aspectos materiais e simbólicos.

Para Ana Caniatti, o projeto permite aproximar o trabalho de conservação e restauro da preservação da memória da própria cidade. “A pesquisa histórica e iconográfica, os exames, as análises laboratoriais e o trabalho de diferentes profissionais nos deram uma base sólida para compreender a obra e conduzir a intervenção de forma criteriosa. Cada decisão considerou esse conjunto de informações e as condições apresentadas pela própria imagem, sempre priorizando a preservação de sua matéria original e de sua trajetória. Concluir esse trabalho e devolver a imagem ao museu é especialmente significativo. A intervenção se encerra, mas a pesquisa permanece aberta, ampliando as possibilidades de compreensão de sua história e materialidade”, afirma a restauradora.

A entrega oficial da imagem restaurada ao MASAC será realizada no dia 20 de outubro de 2026, às 16h, quando também será realizada uma aula-passeio gratuita e aberta ao público, mediada pelo educador Rogério Bealpino. A partir de então, a obra voltará a ficar exposta e disponível para visitação durante o horário de funcionamento do museu.

No dia seguinte, 21 de outubro, os resultados do projeto serão apresentados ao público em uma palestra gratuita, às 18h30, no SESC Paço da Liberdade. O encontro contará com a participação de Ana Caniatti, da historiadora Deborah Agulham e do pesquisador André Maragno. A atividade terá tradução simultânea em Libras e não requer inscrição prévia.

Além da pesquisa e do restauro, o projeto inclui ações de educação patrimonial voltadas à aproximação do público com a história e a memória relacionadas à imagem de Nossa Senhora da Luz dos Pinhais. Entre os meses de setembro e outubro, foram realizadas dez aulas-passeio no Museu de Arte Sacra, mediadas pelo educador Rogério Bealpino, abordando as três imagens históricas da santa e sua relação com a história de Curitiba, e também o processo de restauração. As atividades também incluíram momentos de conversa e reflexão sobre patrimônio, memória e preservação.

Como parte das ações de democratização do acesso ao patrimônio, os resultados da pesquisa histórica desenvolvida ao longo do projeto também serão disponibilizados gratuitamente em formato digital. O material estará disponível gratuitamente, a partir de 20 de outubro, em https://linktr.ee/flutuaproducoes.

Projeto realizado com recursos do Programa de Apoio, Fomento e Incentivo à Cultura de Curitiba – Fundação Cultural de Curitiba e da Prefeitura Municipal de Curitiba, com incentivo da Kirsten Painéis Elétricos, da Livrarias Curitiba, da Serra Verde Express e da BWT Operadora de Turismo.

Sobre Ana Caniatti

Ana Caniatti é conservadora-restauradora e museóloga, formada em Artes Plásticas pela Escola de Música e Belas Artes do Paraná (EMBAP), técnica em Conservação e Restauração pela Fundação de Arte de Ouro Preto (FAOP), especialista em História da Arte Sacra pela Faculdade Arquidiocesana de Mariana (FAM) e graduada em Museologia pelo Centro Universitário Claretiano. É museóloga do Museu Ferroviário de Curitiba e responsável pelo Atelier Caniatti Conservação e Restauro, onde desenvolve trabalhos de conservação-restauração de pinturas de cavalete e imaginária. Entre seus trabalhos recentes estão projetos realizados no Museu Casa Fritz Alt e no Museu de Arte Contemporânea Luiz Henrique Schwanke. Também realizou cursos introdutórios em conservação de pinturas de cavalete e imaginária sacra, com recursos do Programa de Apoio e Incentivo à Cultura – Fundo Municipal da Cultura de Curitiba, e a exposição Eterno Feminino, sobre a trajetória da artista Teca Sandrini, no Museu Oscar Niemeyer.

Serviço:

Entrega oficial da imagem e Aula-passeio no MASAC

20 de outubro de 2026, às 16h

Museu de Arte Sacra da Arquidiocese de Curitiba (MASAC) | Rua Doutor Claudino dos Santos, 49 – São Francisco (anexo à Igreja da Ordem)

Participação gratuita – não é necessária inscrição prévia

Palestra – Nossa Senhora da Luz dos Pinhais: da história à preservação

21 de outubro de 2026, às 18h30

Sala Cine Pensamento – SESC Paço da Liberdade | Praça Generoso Marques, 189 – Centro

Participação gratuita – não é necessária inscrição prévia

Acessibilidade: tradução simultânea em Libras

Mais informações: instagram.com/anacaniattirestauro e instagram.com/flutuaproducoes 

FICHA TÉCNICA

Coordenação de projeto e restauro: Ana Caniatti

Assistência de restauro: Carolina Burigo

Pesquisa histórica: Deborah Agulham Carvalho

Consultoria em exames: André Maragno

Ministrante de ação educativa: Rogério Bealpino

Design gráfico e diagramação: Pablito Kucarz

Assessoria de imprensa e redes sociais: Thays Cristine

Registro fotográfico: Carol Castanho

Intérpretes de Libras: Elaine Moreira e Jéssica Nascimento

Consultoria em restauro: Lucia Passarini

Audiodescrição: Vias Abertas – Manoel Negraes e Rodrigo Teixeira

Captação de recursos: Meire Abe

Direção de produção: Gilmar Kaminski

Assistência de produção: Dânatha Siqueira

Realização: Caniatti Conservação e Restauro

Produção: Flutua Produções

Delegado Matheus Laiola é reeleito deputado federal como um dos mais votados do Paraná

Divulgação

O Delegado Matheus Laiola conquistou a reeleição para a Câmara dos Deputados, consagrando-se como o deputado federal mais votado da Federação União Progressista / União Brasil no Paraná e um dos parlamentares mais votados de todo o Estado para a legislatura de 2026, com expressivos 113.690 votos. A forte aprovação nas urnas reflete o reconhecimento da população paranaense a um mandato focado em resultados práticos, combate à impunidade e estruturação de políticas públicas de bem-estar animal e segurança.

Ao iniciar este segundo mandato em Brasília, o deputado reafirma o compromisso de manter o ritmo intenso de trabalho no Congresso Nacional, aliando a fiscalização rigorosa das leis à garantia de recursos diretos para os municípios do estado.

Para Matheus Laiola, o resultado nas urnas reforça a responsabilidade de continuar dando voz a quem não pode pedir ajuda. "O sentimento é de profunda gratidão e de responsabilidade redobrada. A população do Paraná mostrou nas urnas que aprova um mandato de trabalho de verdade, sem promessas vazias. No nosso primeiro mandato, provamos que é possível transformar a causa animal em política pública estruturada, com hospitais, castrações, verbas para a saúde e leis mais duras contra o crime de maus-tratos. No segundo mandato, o trabalho vai ser ainda maior!"

A confiança depositada pelos eleitores no Delegado Matheus Laiola é fruto de um histórico comprovado de realizações ao longo dos quatro anos de mandato parlamentar:

Hospitais Veterinários Públicos: viabilizou o custeio do 1º Hospital Público Veterinário de Curitiba e garantiu a construção da 2ª unidade na capital.

Castra+Paraná: mais de 55 mil castrações gratuitas em diversos municípios, atuando diretamente na prevenção e no controle populacional de cães e gatos.

Vet-Móvel Paraná: cerca de 80 mil atendimentos veterinários itinerantes realizados, levando saúde e assistência direto às comunidades mais vulneráveis.

Atuação legislativa: mais de 100 projetos de lei na Câmara dos Deputados, com destaque para a aprovação do PL nº 25/2024, que prevê a cassação da CNH de quem utiliza veículo para praticar abandono de animais.

Recursos para os municípios: liberação de milhões de reais em emendas parlamentares para o fortalecimento da causa animal, da segurança pública e da saúde humana em dezenas de cidades paranaenses, como o programa Cuida Pet e o Banco de Rações em Campo Largo.

segunda-feira, 5 de outubro de 2026

3ª Bienal de Teatro Lambe-Lambe leva apresentações gratuitas para diversos espaços de Curitiba

Diferentes espaços da capital paranaense recebem espetáculos da linguagem teatral de forma animada feita em miniatura durante os seis dias de programação. Há ainda oficinas formativas, palestras e laboratórios

Nova edição da Bienal de Teatro Lambe-Lambe ocorre de 5 a 22 de outubro  / Cred Bruno Golemba 

De 5 a 22 de outubro, Curitiba recebe a terceira edição da Bienal de Teatro Lambe-Lambe com apresentações de 20 espetáculos em diferentes espaços e logradouros públicos da cidade, assim como palestras, oficinas formativas e laboratórios. 

Criada na Bahia, em 1989, por Denise Di Santos e Ismine Lima, a linguagem teatral é uma forma de arte genuinamente brasileira, que apresenta espetáculos em miniatura dentro de caixas cênicas para um espectador por vez. 

Fazem parte da programação, projetos de diferentes estados brasileiros, sendo Rio Grande Sul, Paraná, São Paulo, Bahia, Minas Gerais, assim como de países como Argentina e Chile. 

“Esta é uma das programações de Teatro Lambe-Lambe mais bonitas que já realizamos. Nossas curadoras buscaram trabalhos com pluralidade de histórias, cenários, personagens e sons de vários estados e países. Será uma oportunidade única para Curitiba conferir essa variedade artística que tem uma genética totalmente brasileira”, comenta Inecê Gomes, da Trágica Cia de Arte, realizadora da 3ª Bienal de Teatro Lambe-Lambe.

Confira a programação completa: 

5 a 7 de outubro

Oficina online: “Instaurando um espaço para o olhar - A Imagem na dramaturgia para o Teatro Lambe-Lambe” (Cia PlastikOnírica - Pedro Cobra e Larissa Miyashiro - Santos /SP)

Horário: das 19h às 21h20

Sobre: Oficina voltada ao compartilhamento de processos criativos e aprimoramento de espetáculos de Teatro Lambe-Lambe já existentes e/ou recém-criados, considerando a influência da imagem na construção dramatúrgica e sua relação com o público. Referências: conceitos do Teatro Lambe-Lambe (Ismine Lima e Denise Di Santos), documentário Janela da Alma (João Jardim e Walter Carvalho) e a experiência e pesquisa artística da Cia. 


14/10 - Quarta-feira

14h às 16h - Intervenção lambeira: 20 espetáculo de Teatro Lambe-Lambe 

Local: Vão livre do Museu Oscar Niemeyer (R. Mal. Hermes, 999 - Centro Cívico); 


18h - Palestra “Teatro Lambe-Lambe - Memória e Perspectivas Futuras”, com Denise Di Santos

Local: Auditório Potty Lazzarotto (MON - R. Mal. Hermes, 999 - Centro Cívico)

Sobre: O encontro propõe uma reflexão crítica sobre os riscos de sua popularização acelerada, a partir do resgate de seus pilares fundamentais e da evocação de seu Manifesto. O objetivo é projetar o futuro dessa linguagem com o conhecimento profundo de suas raízes na democratização cultural, na acessibilidade e na transformação social. 


15/10 - Quinta-feira

14h às 16h - Intervenção lambeira: 20 espetáculos de Teatro Lambe-Lambe

Local: Pátio da Reitoria (UFPR - R. XV de Novembro, 1299 - Centro)


18h - Palestra “Desenho de Personagens para Teatro de Animação” com Pablo Aguiar

Local: Setor de Ciências Humanas, Letras e Artes - UFPR - Auditório 8º andar (R. XV de Novembro, 1299 - Centro)

Sobre: O processo de criação e concepção de personagens para o Teatro de Animação, partindo de uma ideia e traduzindo-a de personagens por meio do uso de elementos da linguagem visual. 


16/10 - Sexta-feira

14h às 16h - Intervenção lambeira: 20 espetáculos de Teatro Lambe-Lambe

Local: Relógio da XV

(Em caso de chuva, programação ocorre no Mercado Central, na Praça Rui Barbosa)


17/10 - Sábado

10h às 12h - Intervenção lambeiro: 20 espetáculo de Teatro Lambe-Lambe

Local: Passeio Público (R. Pres. Carlos Cavalcanti, s/n)

(Em caso de chuva, a programação ocorre no Mercado Municipal - Av. Sete de Setembro, nº 1865)


18/10 - Domingo

10h às 12h - Intervenção Lambeira: 20 espetáculos de Teatro Lambe-Lambe

Local: Largo da Ordem - Praça João Cândido (R. Jaime Reis, s/n - São Francisco)

(Em caso de chuva, a programação ocorre no Mercado Municipal - Av. Sete de Setembro, nº 1865)


19/10 - Segunda-feira

Laboratório lambeiro (evento fechado)

Local: Teatro Guaíra (R. XV de Novembro, 971 - Centro)

Sobre: Momento de troca de saberes e experiências, ação formativa direcionada aos artistas lembeiros e lambeiras participantes da Bienal.


19/10 a 22/10 - segunda a quinta-feira

Oficina presencial: “Introdução ao Teatro Lambe-Lambe” com Jô Fornari 

Local: LATA (Laboratório de Animação e Visualidades da Cena) - UNESPAR/PR (R. dos Funcionários, 1756 )

Sobre: Conhecimento básico sobre todas as fases da criação de espetáculo de Teatro Lambe-Lambe: histórico, conceitos e introdução sobre a linguagem até a construção de um protótipo, passando pela dramaturgia, criação de personagens, confecção da caixa, cenário, iluminação, sonoplastia e a intervenção na rua. A partir da utilização de objetos e materiais simples facilmente encontrados em casa, o(a) participante terá o aparato teórico-prático para iniciar a montagem do seu Teatro Lambe-Lambe. 

Sobre os espetáculos: 

Mestre de Cerimônias - “Boneco Carlão” (Gramado / RS)

Com carisma, humor e uma grande capacidade de improvisação, o “argentino mais gaúch do Brasil”, irá conduzir a programação e criar intervenções bem-humoradas. 

Ficha Técnica - Animação, concepção e dramaturgia: Beth Bado / Construção do boneco: Beth Bado e Nelson Haas / Figurinos: Casa do Bispo Atelier / Duração: 120’

“A Menina com a cadeira na cabeça e a menina que vendia charutos” (Salvador / BA)

Uma travessia de memórias: o encontro de Denise Di Santos e Ismine Lima, amigas e companheiras de destino. Duas meninas, duas histórias marcadas pela força e pela falta que se cruzam 20 anos depois - um encontro que dá origem ao Teatro Lambe-Lambe.

Ficha Técnica - Animação, concepção, bonecos, cenografia e dramaturgia: Denise Di Santos / Direção e assistência de palco: Aline Busatto / Apoio sonoro: Téo Munhoz / Duração: 3’30’’


“ZZZZZ” (Curitiba / PR)

Um senhor, pessoa idosa com doença de Parkinson, janta com dificuldades quando é surpreendido pela visita de uma mosca. A sopa apronta o caldo desse encontro. Por entre tremores e zumbidos, o incômodo vira parceria…convite para passear com as asas da imaginação.

Ficha Técnica - Animação e criação: Camila Jorge / Consultoria artística: Jacques Beauvoir e Eduardo Santos / Duração: 4’30”


“A Primeira Mulher” (Curitiba / PR)

Uma arqueóloga desenterra a história de Vênus de Willendorf e investiga esse antigo vestígio da humanidade. Entre camadas de tempo e memória, ela traz à luz uma narrativa feminina apagada ao longo de milhares de anos. Um universo delicado, onde ciência, mito e imaginação se encontram. 

Ficha Técnica - Animação, criação e confecção de bonecos: Naiara Parolin / Cenografia: Gabrielle Windmüller e Naiara Parolin / Figurino: Gabrielle Windmüller / Orientação: Trágica Cia de Arte / Duração: 4’30”


“Peregrinos - O despertar” (Curitiba /PR)

Um conto poético inspirado na vida de uma monja artista e poetisa do século XIX, Otagaki Rengetsu. Uma história delicada sobre harmonia com a natureza, empoderamento feminino e espiritualidade. 

Ficha Técnica - Animação e concepção: Samara Rocha / Direção: Laércio Amaral / Dramaturgia: Dico Ferreira / Cenografia e figurinos: Katia Horn / Trilha sonora: Marcelo Torrone (voz Monja Coen) / Iluminação: Victor Sabbag / Automação: Paulo Rosa / Cenotecnia: Fabiano Hoffmann e Izak Silva / Duração: 3’


“Rapunzel” (Ponta Grossa / PR)

A clássica história de uma bruxa que mantém escondida, no alto de uma torre, uma jovem condenada à solidão desde a infância. Certa noite, surge um jovem! A partir desse encontro, tudo muda. Os caminhos mais sombrios começam a se desenrolar…

Ficha Técnica - Animação: Bia Paixão / Estrutura: Luciano Mafra / Cenografia: Larissa Brandão / Duração: 3’50”


“Fritas Para Viagem” (Colombo / PR)

Uma simpática batata e seu gato de estimação estão em sua casa assistindo TV, quando coisas estranhas começam a acontecer. Inspirada nas obras de TIm Burton e Alfred Hitchcock. Esta é uma história de terror e comicidade. 

Ficha Técnica - Animação, concepção, criação e trilha sonora: Ronaldo Pituim / Direção: Luz Medeiros / Bonecos: Eduardo Santos / Cenografia: Eduardo Santos e Ronaldo Pituim / Figurino: Gui Almeida / Duração: 3’


“Mansão Villa Hilda” (Ponta Grossa / PR)

Construída em 1926 como prova de amor, a Villa Hilda tornou-se um dos casarões mais emblemáticos da cidade de Ponta Grossa. Entre fatos históricos e lendas, a mansão é cercada por relatos curiosos. 

Ficha Técnica - Animação, direção, cenografia, bonecos e figurino: Dadá Munhoz / Trilha sonora: Mari Dourado e Dadá Munhoz / Duração: 3’


“R.I.P. Dia de los Muertos” (Curitiba / PR)

A Morte é uma personagem curiosa, paciente e persistente, que acompanha silenciosamente o percurso da vida. Entre encontros e desencontros, instala-se um delicado jogo cênico em que a Morte persegue aquilo que jamais consegue dominar completamente: o impulso vital, a memória, os afetos e o desejo de continuar vivendo. 

Ficha Técnica - Animação, direção, cenografia, iluminação, criação sonora: Ruddy Castillo / Duração: 3’38”


“(im)Permanência” (Curitiba/PR)

Osvaldo, um urso fotógrafo, encontra uma flor no caminho, faz um registro e um convite para a poesia contida no instante que escapa. 

Ficha Técnica - Animação, concepção e criação: Mateus Tropo / Duração: 3’


“U.F.O” (Curitiba / PR)

O que sobra quando a memória desafia a lógica? O universo único de uma mulher e seus fragmentos de uma realidade alternativa. Entre luzes que revelam o invisível e sombras que guardam segredos, a busca da verdade em meio ao delírio. Trata-se de uma experiência íntima sobre a vastidão do desconhecido e a fragilidade de nossas certezas. 

Ficha Técnica - Animação, texto e concepção artística: Luiz Reikdal / Direção: Jô Fornari /Assessoria Artística: Rodrigo Dalmolin / Cenário: Alfredo Gomes / Instalação de Luz: Jacques Beauvoir / Trilha Musical: Fernando Caramori / Duração: 3’


“O Flautista” (Ponta Grossa / PR)

História clássica que acontece em Hamelin é um misterioso flautista oferece-se para livrar a cidade de uma infestação de ratos de uma maneira peculiar. 

Ficha Técnica - Animação, direção, concepção e roteiro: Renan Sota / Sonoplastia: Ariel Rodrigues / Cenotecnia: Du Santos, Cecília Berger, Tim Santos e Renan Sota / Duração: 4’


“Fábrica de Cabeças” (Mariana Cazula, Teatro de Sobras - Ribeirão Preto / SP)

Nas engrenagens frias de uma máquina, o operário segue o compasso da obediência na linha de produção. Mas um dia o operário encontra um defeito, um convite? O Sentinela robô percebe algo fora da ordem, não há dúvidas: há uma falha a ser corrigida no sistema. Será que nosso operário continuará sendo peça?

Ficha Técnica - Concepção, realização e animação: Cazula / Duração: 2’30”


“Casa da Floresta - A Morada em movimento” (Maria Clara Teixeira, Ateliera Teatro - Vinhedo / SP)

E, se Babayaga, a portadora do fogo, plantasse duas pernas de mandioca em sua casa para caminhar pelo Brasil? Conheça os segredos das fagulhas preciosas que iluminam nosso caminho.

Ficha Técnica - Animação, roteiro, figuras e cenografia: Maria Clara Teixeira / Mecanismos: Mônica Lovato / Iluminação: Mônica Lovato e Valéria Lovato / Efeitos Sonoros: Gustavo Schiezaro / Figurino: Laila Marques / Duração: 3’


“Um caminho para amar” (Bruno Rudolf, Contos da Colmeia - Teatro Lambe Lambe - Extrema/MG)

Os desafios de um casal separado para se reencontrar. Uma possibilidade de amor que busca promover a compreensão e a aceitação da diversidade afetiva. 

Ficha Técnica: Animação, criação e trilha original: Bruno Rudolf / Duração: 3’30”


“Anjo do Lar” (Mari Teixeira - Belo Horizonte/MG)

Após, finalmente ter um teto todo seu, Virginia se depara com outras dificuldades para criar. “O que dizer?”, “Como dizer?”, “Eu sou capaz?” e outras inseguranças despertam anjo do lar para acompanhá-la em sua criação - uma batalha entre ela, ela própria e o mundo por onde essas asas sobrevoam. 

Ficha Técnica - Animação, criação, construção: Mari Teixeira / Orientação: Iasmim Marques / Trilha sonora: Camila Couto / Iluminação: Marina Arthuzzi / Duração: 3’30”


“Gato Negro” (Gabriela Céspedes, Gabriela clavo y canela - Mendonza/Argentina)

Em um teatro antigo, não há espetáculo hoje. E, na solidão de seu camarim, ela deixa tudo em ordem, aguardando aquele momento de transição. Realidade ou sonho?

Ficha Técnica - Animação, dramaturgia, bonecos e cenografia: Gabriela Céspedes / Trilha Sonora: Emilio Juárez/ Pintura: Luis Melo / Direção: Leandro Maman  / Duração: 4’12”


“La otra danza” (Omayra Martinez Garzón - Buenos Aires / Argentina)

Quem sou eu? Uma pergunta que ressoa…uma viagem poética que o convida a sentir o batimento da espiral infinita que nos envolve. 

Ficha Técnica - Animação, dramaturgia, direção, programação de arduino, projeção holográfica, edição de sonoplastia e concenção de objetos: Omaya Martinez Garzón / Conceção de objetos (couching): José Mehrez / Figurino: Andrea Serrano / Coreografia exterior: Matias Corradino / Música: Sam Abadi / Duração: 4’


“Lágrimas” (Sofia Arenas Lissi, Miniteatros - Santiago / Chile)

Mergulhe em um mundo oculto no interior da Terra e descubra Lágrimas, uma história que nos convida a refletir sobre a maneira como temos habitado nosso planeta. As marcas dos danos são evidentes, mas ainda é tarde para reverter essa situação?

Ficha Técnica: Animação, direção, dramaturgia, concepção e design: Sofia Arenas Lissi / Trilha Sonora: Franco Peñaloza Soto / Iluminação: Franco Peñaloza Soto e Sofía Arenas Lissi / Duração: 4’30”


“Somos humedal Ada’ oye’ nden” (Mayra Zabala, Alquimia Títeres - Santa Fé/Argentina)

Uma guardiã da memória do povo Chaná (Ada’ oye’ nden) revela uma história que transcende o tempo: uma mãe e seu filho, em Rosário (Argentina), testemunham as queimadas nas áreas úmidas do Delta do Paraná nos dias de hoje. É uma história que apresenta um mundo possível ou o que restaria dele. 

Ficha Técnica - Animação: Maya Zabala / Dramaturgia, direção, cenografia, sombras e desenhos: Pablo Aguiar /Trilha Sonora: Pablo Parente / Figurino: Elena Diaz e Edit Panero / Duração: 4’50”


“Somos humedal 2055” (Pablo Aguiar, Alquimia Títeres / Santa Fé / Argentina)

Em Rosário (Argentina), um bombeiro, de uma época em que os incêndios já não são mais combatidos - pois as chamas não deixaram nada para apagar nessas áreas - embarca em uma nova missão. É uma história que apresenta um mundo possível ou o que restaria dele.

Ficha Técnica - Animação, dramaturgia, direção, cenografia, sombras e desenhos: Pablo Aguiar / Trilha Sonora: Pablo Parente / Duração: 4’50”

A 3ª Bienal de Teatro Lambe-Lambe é uma produção da Trágica Cia de Arte, com apoio da Associação de Teatro Lambe-Lambe, da Associação Brasileira de Teatro de Bonecos - ABTB UNIMA Brasil, e da Associação Paranaense de Teatros de Bonecos - APRTB, em projeto aprovado pela Secretaria de Estado da Cultura, pela Hotmilk - Ecossistema de Inovação da PUC-PR, com recursos da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura. Mais informações por meio do e-mail bienallambelambe@gmail.com. Mais informações e novidades por meio das redes sociais oficiais, pelo Facebook.com/bienal.lambe/ e Instagram @bienal.lambe.

Ficha Técnica 3ª Bienal de Teatro Lambe-Lambe

Coordenação: Inecê Gomes

Direção de Produção: Jacques Beauvoir

Produção Local: Carol Scabora

Assistente de produção: Korpa Enkantada e Ricard Mar

Designer: Cleiton Santos

Social Media: Kelvin Millarch

Assessoria de Imprensa: TIP - Performance de Mídia

Trilha Original: Ruddy Castillo

Mestre de Cerimônias: Carlão- Animadora: Beth Bado

Oficineiro (as): Jô Fornari, Larissa Miyashiro e Pedro Cobra

Palestrantes: Denise Di Santos e Pablo Aguiar

Fotografia e vídeo: Estúdio dos Pallets - Aldo Boaretto e Emanuel Weltener

Intérprete de Libras: Manon Veloso

Audiodescrição: RC Audiodescrição e Acessibilidade

Curadoria: Denise Di Santos e Inecê Gomes

Contador: Sensores Contabilidade

Serviço:

3ª Bienal de Teatro Lambe-Lambe

Datas do evento: 14 a 19 de outubro

Local: Diferentes espaços e logradouros públicos de Curitiba

Produção: Trágica Cia de Arte

Apoio: Associação de Teatro Lambe-Lambe, ABTB UNIMA Brasil e APRTB.

Informações: bienallambelambe@gmail.com

quinta-feira, 1 de outubro de 2026

Reffo abre showroom de equipamentos fitness

Crédito: Roberto Souza

Curitiba ganha, a partir de 15 de outubro, um novo endereço para quem busca equipamentos de fitness de altíssimo padrão. A REFFO, marca de curadoria premium fundada por Norton Jede, abre oficialmente seu showroom na Rua Bispo Dom José, 2272, no Batel, espaço que já opera em soft opening.

Mais do que uma loja de equipamentos, a REFFO se posiciona como curadora técnica de marcas internacionais de alto padrão para academias, clubes e projetos arquitetônicos brasileiros tais como hotéis, residências de luxo e estúdios de treinamento de alta performance. Apoiada em décadas de experiência de seu fundador, Norton Jede, a REFFO pode ser sintetizada na frase que orienta o posicionamento da empresa: "marca nova, experiência antiga". O conceito dialoga com a assinatura "Premium Fitness, Curated", e com a ideia de sofisticação silenciosa que a guia de autoridade sem ostentação.

No centro do portfólio está a Panatta, fabricante italiana fundada há seis décadas por Rudy Panatta. É a mais longeva empresa do setor fitness na Itália e a única a produzir suas máquinas 100% em território italiano, desde o desenvolvimento à fabricação, todo o processo acontece dentro da própria companhia, em uma planta de mais de 20 mil m² na região de Marche. Essa verticalização, somada a décadas de tradição, sustenta a reputação da marca como referência mundial em equipamentos premium para bodybuilding e treinamento de alta performance, presente em academias de padrão internacional e frequentemente comparada a marcas de luxo do setor.

"O mercado de equipamentos se comoditizou. As máquinas ficaram muito parecidas, ortodoxas. A Panatta é diferente: Rudy Panatta não para de desenvolver novas máquinas, porque a biomecânica evolui todos os dias. Aqui não se faz um trabalho genérico — se faz um trabalho neuromuscular, com pequenos ajustes que fazem toda a diferença", explica Norton Jede.

Assinado pelo arquiteto Gustavo Pinto, o showroom foi concebido para funcionar como uma experiência de fitness de luxo e vai muito além da mera exposição de equipamentos. Bancos inspirados em cockpits, revestidos com couro da mesma fábrica que fornece à Ferrari e à Lamborghini, dividem espaço com máquinas que unem engenharia, biomecânica, ergonomia e design."O cliente tem a oportunidade de viver a experiência, sentir a biomecânica que contribui para a decisão de compra. É muito diferente de uma escolha por catálogo, é uma experiência única, que no Brasil só se encontra em feiras internacionais", comenta Adriana Saroli Jede, diretora da REFFO.

Além da Panatta, o portfólio curado pela REFFO inclui a Ciclotte, marca italiana de bicicletas de design reconhecida internacionalmente pela engenharia de precisão aliada a uma estética de alta performance. Novas marcas americanas estão em negociação para ampliar o portfólio nos próximos meses.

Para os diretores da REFFO, o mercado brasileiro de fitness vive um momento de contrastes. O mercado popularizou-se e cresceu de forma expressiva nos últimos anos, mas o segmento premium, voltado a academias de alto padrão, hotéis e residências, ainda tem muito espaço para se desenvolver.

Segundo a empresa, as importações de equipamentos de alta performance quase quadruplicaram no Brasil nos últimos quatro anos, movimento acompanhado pelo crescimento da indústria nacional. Hotéis e incorporadoras estão atentos a isso e a infraestrutura de academia se tornou um dos itens mais pesquisados por hóspedes na escolha de hotéis e por compradores na avaliação de empreendimentos residenciais. Os equipamentos comercializados pela REFFO têm preços que variam de R$ 30 mil a R$ 200 mil.